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quarta-feira, 7 de março de 2018

Que eu era bombástica já sabia, mas não tanto...

Ontem voltei a falar de cancro.
Voltei a ter consulta de genética com a minha família.
Desde esta última vez, já lá tinha voltado para receber a notícia de que não tinha apenas a mutação no BRCA1, mas mais 3, três gente! [estou rica carago] que são: ATM (mama), BRIP1 (ovário) e MUTYH. 

Achávamos que viria tudo do lado do meu pai, até porque na família materna não há nenhum caso de doença. Pois, que achávamos mal e herdei o BRCA1 do meu pai e as restantes 3 da minha mãe.
Estão a ver uma mistura explosiva?
Sou eu!
Se calhar devia jogar no totoloto. Se acertasse em 4 números era bem bom!

Ou seja, descobrimos que a minha mãe também tem 80% de hipóteses de vir a ter cancro (uma vez que já passou os 40 anos) e acho que nem ela atingiu "a coisa". Acho que foi um choque tão grande que chegou ao fim da consulta e não tinha ouvido metade do que a médica disse. Tivemos de lhe fazer um resumo. Ou seja, tal como eu, também ela tem de ponderar uma mastectomia bilateral profilática (trocando por miúdos: por prevenção).
Imagino que para uma pessoa não doente seja muito difícil decidir entrar em cirurgias de remoção...

As duas primas do meu pai saíram ilesas dos testes, ao passo que a minha irmã teve a sorte [será que posso chamar sorte?] de ficar apenas com o BRCA1.


Passei o dia fora de casa. Ao final da tarde quando cheguei ao ginásio até a planta dos pés me doía. Foi um dia de exaustão, mas precisava aliviar a cabeça.
Dei duas de tretas com o pessoal do ginásio, fizeram-me largar umas gargalhadas.
Cheguei a casa e ainda tinha de fazer um mail para a família materna, a explicar a situação.
Abri um vinho e escrevi. Tudo tão difícil de explicar!

Deitei-me e adormeci instantaneamente por causa do vinho.
Eram 3h e estava acordada. Insónias, essas p*tas minhas amigas. 


Literalmente isto.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Solid Disaster Gold

Há 3 fins de semana que trabalho. Não custa porque é "pra mim". Só quem trabalha por conta própria percebe isto. As pessoas acham estranho que se trabalhe fora de horas, mas adoram dizer:

 "ah, mas tu fazes o teu horário, podes ir ao ginásio [ou a outro sítio qualquer] à hora que quiseres, podes tirar férias quando quiseres, podes..."

Claro que posso! É ótimo dormir uma hora a mais de manhã se tiver sono, é ótimo ir de viagem mais cedo se quiser, é ótimo ir de férias os dias que quiser... Mas gente, ninguém faz o meu trabalho! Não tenho a quem o deixar. E para ir ao ginásio em horário laboral é óbvio que vou ter de trabalhar à noite ou ao fim de semana. E mesmo que trabalhe os 5 dias da semana completos, se houver muito trabalho tenho que aproveitar o fim de semana. Se não entregar trabalho também não ganho dinheiro.
Ponto.

Toda esta introdução para dizer que fui para o norte na sexta à tarde. Logo, folguei a tarde. 
Tinha marcada uma reunião de trabalho, lá, sexta à noite e outra sábado depois de almoço. Na sexta à noite encontrei um erro no 3D de sábado que me custou a manhã inteira (sábado) a corrigir. Saí da reunião (com os clientes entusiasmados) eram 18h. 
Tinha um jantar marcado em casa de um amigo.

Começamos a comer acompanhados de uma garrafa de muralhas, que acabou nas entradas. O risotto, depois de muitos contratempos, ficou ótimo e começa-mo-lo a comer as 23h. Mais outra de muralhas. Nesta altura já a música ecoava alto e bom som na sala. Sobremesa: salada de fruta, que o obriguei a fazer para não quebrar o desafio do açúcar. A seguir uma vodka pra mim, duas pra ele. E depois ainda veio moscatel. Claramente já não estávamos com a saúde mental em condições, porque ninguém bebe moscatel depois de uma vodka.
Dancei até me doerem os pés.


Acordei no dia seguinte e o meu telemóvel não estava a funcionar bem. O touch simplesmente não funcionava na parte de baixo do ecrã... Tinha mudado a película há 2 semanas e estava toda estraçalhada

Mas que raio aconteceu aqui? - pensei eu.
Mandei-lhe mensagem a dizer que tinha o tlm meio avariado.
"Pois, eu acho que o pisaste ontem a dançar... mas não tenho a certeza que não me lembro bem".

Depois de um dia a ditar mensagens ao telemóvel, porque não as conseguia escrever, fui à loja que me colocou a película. "Ah e tal, a película está toda partida, tem duas semanas...e não está a funcionar bem... não sei se é disso..."
O rapaz arranca-me a película.
Morri.
Ecrã partido de um lado ao outro.

"Não sei como fiz isso!" - menti com os dentes todos.
"Às vezes acontece com as chaves na mala" - disse-me o inocente do rapaz.
"Pois, deve ter sido isso..."


Continuo a mesma destrambelhada de sempre.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Cabeça de alho xoxo desde que nasci

Hoje acordei às 7h. Tem sido assim diariamente para conseguir ir ao ginásio a horas em condições, para começar a trabalhar às 10:30.
Levo a roupa de treino vestida por baixo da minha, o que dá imenso jeito nestes dias frios.
Tive a excelente ideia de treinar perna (2ª vez na semana) depois de ontem ter corrido 7.54km, sempre bom. Cheguei ao balneário com um andar novo.
Procuro a chave do cacifo para tirar as coisas do banho... ups, deixei a chave metida na fechadura enquanto treinei.
Nesse momento estava a Nádia, a funcionária do bengaleiro, a passar e disse-lhe:

"É muito boa ideia ir treinar e deixar a chave aqui metida..."

Ela olhou para o número do cacifo para ver se sabia de quem era.

"É meu!" - disse-lhe a rir.

Ela respondeu-me: "Já memorizei o número, quando voltar a acontecer eu guardo."


Tomei banho, vesti-me, fui ao espelho pentear-me e vim embora.
Ainda me lembrei de levantar dinheiro, que andava há dias a esquecer-me e fui carregar o vivaviagem que também não tinha saldo. Normalmente esqueço-me.
A 150m de casa faz-se luz na minha cabeça.
Não voltei a tirar a chave da fechadura. Abro a mochila, começo a procurar, NADA!
Pego no tlm pra ligar para o ginásio e perguntar se lá ficou... e ele morre, com 45% de bateria.
É que é já amanhã que vou trocá-la.

Voltei ao ginásio.
A Nádia mal me viu pegou logo na chave.

"Eu decorei o número, mas não pensei que demorasse tão pouco tempo a deixares a chave" - e parte-se a rir.

Chego a casa e são 11:45. Perdi mais de uma hora que podia ter servido para dormir...
Valeu-me esta música em loop no mp3.


Muito boa vibe.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

2017

Acabei de ver um anúncio da Super Bock que questiona "qual o melhor dia do teu ano?"

Este meu ano foi especialmente difícil para mim. Psicologicamente desgastante e duvidoso. Sempre que caio no erro de dizer isto a alguém toda a gente me lembra o quão difícil foi o meu ano de 2014, na corrida contra o cancro e logo de seguida eu penso no 2015 em que atirei o Peter Pan às urtigas. Não há dúvida nenhuma que 2016 foi um ano muito bom, mas este 2017 não me convenceu.
Foi um ano de dúvidas existenciais, de vontade de isolamento, de preguiça, de "depressão" (e vem entra aspas pois não o digo de forma clínica e forte, mas sim ligeira e de estado de espírito).
Acabo este ano exilada na casa dos meus pais, a ver a minha irmã e o meu sobrinho partirem hoje para Oslo. Não os quis levar ao aeroporto, despedi-me deles em casa e passei o dia sem sair, com o robe cor de rosa da minha irmã vestido. Mas não me vou alongar muito mais sobre o meu estado depressivo.


Voltando ao início do post, acho que o melhor dia do meu ano foi há 4 dias atrás, em que inspirei os ares do Minho e corri a São Silvestre de Viana do Castelo, a achar que não ia correr bem, pois não treinei devidamente, mas a correr lindamente e a melhorar o meu tempo record em mais de 3 minutos; a passar a meta com as minhas primas (as que me desafiaram para a corrida) e que nunca tinham corrido 10km. Foi a nossa vitória. E depois ter um jantar com o meus amigos daqui, aqueles que vejo um vez ao ano porque estão fora, sair para dançar (sim, dancei horas depois de 10km) e chegar a casa as 7.15h da manhã, sabendo que a minha mãe já teria ido espreitar ao meu quarto de hora em hora. E sim, já tenho 32 anos.

Vivi essas 24h intensamente. 24h acordada e foi o melhor dia do meu ano.
Pelo menos o dia em que me senti eu, feliz e concretizada.



Este ano a reflexão anual veio mais cedo, culpa da Super Bock. 

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Angel

Há bastante tempo que me distanciei das coisas que me lembravam constantemente do cancro.
Parece frio da minha parte, mas foi a forma que arranjei de me proteger.
Pensar muitas vezes nisso fazia-me mal. Por isso, talvez há já 2 anos que retirei as notificações do grupos a que pertencia no facebook e tirei também as notificações de uma rapariga, com quem falei diversas vezes, mas que o seu cancro tinha voltado e muito resumidamente seria muito difícil de vencer. Lembro-me de uma das últimas vezes que falei com ela, ela me ter dito que estava a fazer um tratamento experimental.

Tinha uma especial admiração por ela, porque soube encarar a doença e muito mais difícil soube viver com ela, durante anos sem nunca perder o sorriso tão dela e a boa disposição. 
Hoje lembrei-me dela, como em tantas outras vezes me lembro.
Fui ver o seu perfil.
E apanhei um choque.

Ainda no início do ano lhe dei os parabéns e já fez 2 meses que a Dora nos deixou.

Chorei durante meia hora.
Estou a escrever isto e tenho lágrimas a cair.
Não a conheci pessoalmente, mas acompanhei a luta dela por algum tempo. Falei com ela e ela incentivou-me sempre a não pensar no assunto e seguir em frente. A viver a vida o mais e melhor que conseguisse sem deixar "coisas para amanhã".
Sinto-me verdadeiramente triste.
Onde quer que ela esteja espero que esteja em paz e deite um olhinho por nós.



E nestes momentos sinto-me também muito fútil por pensar em ter um corpo invejável para o verão, fruto das horas que passo no ginásio, em andar a fazer pole dance, em estar preocupada com as unhas dos pés que nunca mais recuperaram e estão feias e os pelos grossos que me nasceram no queixo porque tomo uma quantidade brutal de hormonas... Por estar preocupada com o que vou postar no instagram ou o que vou vestir amanhã porque tenho reunião de condomínio.

A minha vida preenche-se com futilidades, é verdade.
Mas talvez seja isso que me faz andar para a frente e não pensar nas coisas más da vida.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Onde fazem bebés

Tinha posto na minha agenda (obrigada Google), há 3 anos atrás, que em Maio de 2017 tinha que me dirigir à MAC, a para prolongar o congelamento dos meus ovócitos. O normal é ficarem 3 anos, no caso de se precisar de mais anos, tem-se mesmo de ir lá e pedir para prolongar o tempo, caso contrário, vão direitos para o lixo.
Ontem estava a passar lá perto e achei que era a altura ideal para lá passar. 
Entrei e disse a que departamento queria ir. 

"Departamento de genética" - disse eu. O senhor ficou a olhar para mim com cara de quem não estava a perceber o que eu estava a dizer.

Nuns segundos fez-se um clique. Não é genética! Isso é a cena da mutação e é na Estefânia... "Não! Não é genética que eu quero. Ai... não me lembro do nome..."

"Ginecologia?" - perguntou o segurança.

"Não, não é ginecologia - disse eu a rir-me - Não me lembro do nome..."

De repente intervém o segundo segurança: "Deixa a senhora pensar."

Nesta altura começo a sentir um calor imenso. Estava a corar. Queria dizer que é onde se fazem bebés, mas dizer assim parece estúpido.

"Sabe lá ir ter? Se souber entre e vá." - perguntou o 2º segurança.

Mas eu já não me lembrava como chegava lá. Foi há 3 anos.

"Não me estou a lembrar. Não é genética mas é parecido... é onde se faz... eeeerrrr... é onde se congelam ovócitos..." - disse eu, ainda mais vermelha que antes, num tom de triunfo.

"Ah fertilidade! Quer ir para a fertilidade!"

Eu ri-me. Parecido com genética, dizia eu... só na minha cabeça... onde anda tudo ligado...



Porque é que fico imensamente corada? Não sei.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Que andas a fazer L das horas?

Ando a treinar para a corrida e ando a deprimir exatamente pelo mesmo motivo.

Os 10 dias de férias que tirei no mês passado (depois conto-vos como foi a viagem) não ajudaram nada, comi e bebi com fartura e agora o rabo pesa-me. Estou lenta e não consegui ainda chegar aos 10km nos treinos. Acho que a mente me anda a atraiçoar.
Ainda assim, tenho feito corridinhas. Na viagem inclusive... ora atentem:

Pré-férias

Em Amesterdão

Em Bruxelas 

De volta aos treino indoor

Na Cidade Universitária

Com um conterrânea que descobri no IG

Sozinha no Jamor, enquanto esperava pelo Mr.

Se não voltar cá depois de domingo é porque faleci algures por Alverca.
(N. a culpa viverá para sempre contigo)

quarta-feira, 15 de março de 2017

Não sei se será preguiça ou desleixo... ou ambos

É nestas alturas, em que vou ler os meus últimos posts sobre viagens que percebo que para além de este blog estar paradíssimo e com pouca criatividade, nunca cheguei a mostrar as minhas últimas viagens! 


NYC ficou-se pelo dia 3... A roadtrip em Itália ficou-se pelas fotos do casamento...
Enfim, uma tristeza.
Isto já não é o que era... e eu com tantas fotografias bonitas para mostrar.



...
Só pra não dizerem que não sou amiga, quero só avisar que a Salsicha voltou a escrever. Ainda não li, mas disseram-me que é muito bom.


quinta-feira, 9 de março de 2017

Só teias de aranha por aqui... ajuda!

Preciso de um ajuda das bloggers.
Costumava usar no telemóvel a app do blogger para escrever os meus posts, enquanto ia nos transportes. Nas últimas semanas começou-me a dar erros e a encerrar.
Apaguei-a e fui à appstore buscá-la novamente e qual não foi o meu espanto ao perceber que ela já não existe!


Só encontro aplicações pagas gente!
É mesmo isso?
Ou alguém usa alguma aplicação para escrever no blogue que seja gratuita?


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Desespero sobre 4 rodas

Hoje tive uma aventura desastrosa de carro.
Não, não foi nenhum acidente, graças a Deus, nem nada que se pareça.

Desde que saí da empresa onde trabalhava tem-me aparecido umas pontas soltas, que, embora não sejam da minha responsabilidade (mas sim responsabilidade da empresa) tenho que resolver, pois eu sou a técnica dos processos e se eu não fizer nada e os clientes vão ficar sem resposta... E eu, simplesmente, não me sinto bem se não os ajudar.

Hoje fui lá prós lados de São Domingos de Rana. Tinha de ir tirar fotografias a uma rua para poder fazer uma resposta para a Câmara Municipal. Meti a morada no gps e lá fui eu.
Aquilo é no fim do mundo, diga-se, nem que me pagassem morava naqueles bairros... Depois de ir dar a umas 5 ruas sem saída e ter que fazer inversão de marcha, cheguei à rua. Já lá tinha estado e não me parecia ser ali. Vi umas pessoas e fui perguntar.

"Oh menina, qual é o número da porta? É que a rua divide-se em duas, porque a autoestrada passa a meio..."

Lá disse o número, claro que era do outro lado.
Volto para trás, passo a ponte, os ecoponto à direita, mais duas ou 3 ruas sem saída e inversões de marcha (raio do bairro) e chego ao outro lado da rua. Estaciono.
Uma rua super larga. Não era aquilo que me lembrava. Saí do carro e fui até ao final da rua.
Não, não podia ser ali. Estava no sítio errado.
Vi um senhor e fui perguntar "Estou no Zambujal?"

"Não menina, isso é lá do outro lado. A rua tem o mesmo nome e eu até recebo cartas enganadas. Tem voltar por onde veio (sabia lá eu por onde tinha vindo...), chega ali àquele predio mais alto, vai à rotunda, corta à esquerda, anda sempre em frente, vai passar uma escola, volta a virar à esquerda, passa outra rotunda... blá, blá, blá e chega ao Zambujal. Percebeu o que expliquei?"

Disse que sim para não atrasar o senhor. Aliás ele podia explicar 1000 vezes que para mim era igual.
Meti-me no carro na esperança de passar do MEOdrive para o google maps e este levar-me à rua certa, no sítio certo.

Nada.
Os gps's não conhecem aquela rua no Zambujal.
Apeteceu-me chorar. 
Eu a ser boa para as pessoas, a desenrascar trabalho que não vou receber, a fazer kms e a gastar tempo e tudo estava contra mim.
Meti só Zambujal no gps. Vou para um sítio qualquer, pensei, e depois pergunto.
Chego ao Zambujal. Continuo nos bairros feios, sem urbanismo, com casas construídas sem planeamento. Continuo a andar e a tentar ver onde posso encostar para perguntar. Vejo a escola que o senhor falou e então continuo em frente (obrigada senhor). Quero muito encostar mas não há onde. E sempre carros atrás de mim. Mas vão para onde? Aquilo é o fim do mundo, pensava eu em desespero. Andei por ruas mesmo estreias, a subir e a descer e sempre os carros atrás de mim e zero sítios para encostar.
Subi uma rua íngreme e finalmente estacionei.
Estava praticamente a desistir.
Liguei à minha sócia (que me viria a salvar) a pedir para me dar, por favor, o nome de outra rua perto da que eu queria. Deu-me duas. 
"Em que rua estás tu?" pergunta ela para ver se me ajudava.


"Não estou a acreditar. Estou na rua que me acabaste de dizer" - disse eu.

"Então sai do carro que a rua que tu queres é mesmo aí a seguir". - disse ela.




E era.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Na alegria e na tristeza...

Mudei uma consulta, alterei o rumo do meu trabalho, cancelei as viagens de sexta, fiz a mala a correr e vamos zarpar para acompanhar o Mr. num momento triste, mas inevitável, da vida.

...afinal, o amor é mesmo isso.
Uma partilha.


quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Together is better

Ando para escrever sobre isto há já uns dias.
Ultimamente, é só notícias de casais jovens a separar-se. Foi a Pipoca, foi a Vera Kolodzig e a Joana Freitas.
Estes são casos de pessoas mais ou menos conhecidas e não é só delas que falo. Também no meu núcleo de amigos houve (ou há, acho que ainda não é "público") uma casal que se separou.
No meio disto tudo eu encontro um denominador comum:

Todos têm filhos pequenos, nalguns casos, muito pequenos.


Isto fez-me pensar.
Será que as pessoas não estavam preparadas para os filhos? Ou os filhos vieram já numa tentativa (falhada) de salvar a união? Um filho muda muita coisa na vida de um casal. Toda a gente sabe a teoria, mas na prática há-de ser bem mais difícil. Será que estas pessoas não quiseram abrir mão da sua vida antiga? Há coisas que impreterivelmente têm que mudar. 
Faz-me muita confusão estas separações com bebés pelo meio.
Não é de todo o mundo em que cresci.
Este estado efémero das coisas de hoje em dia, em que hoje é, amanhã já não sabemos. A facilidade de separar as coisas faz com que à mínima dificuldade (e agora não estou a falar de nenhum dos casos especificamente porque não sei nem interessa o motivo da separação) cada um vá para seu lado.
Se há alguma coisa a reter da geração dos nossos pais é o sentimento de compromisso, de lealdade e vida em conjunto. Bem sei que nalguns casos mais vale as pessoas estarem separadas dos que terem vidas miseráveis. 


Dá que pensar.



domingo, 4 de dezembro de 2016

silly girl

Mr.Pannacotta jogava futebol quando o conheci.
Mas por várias razões foi deixando de ir. Agora anda sempre fungoso, com dores de costas e com menos energia... Felizmente já percebeu que ser saudável vem muito do facto da cada pessoa praticar desporto.
Até aqui tem-me dado sempre a desculpa que não tem ténis para ir comigo. Mesmo que não corra, porque fisicamente não pode, caminhar é sempre opção.


Nesta coisa da blackfriday fui à nikeonline, fiz um esforço brutal para não comprar nada para mim, ainda pus no carrinho, mas depois eliminei, e comprei uns ténis para o Mr. para oferecer no Natal.
Chegaram na sexta feira.


Isto tudo para explicar que me enganei e comprei o número do Peter Pan.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Em dias não, treinos sim.


Tinha combinado ir correr no domingo com a malta do clube da corrida do ginásio.
Aquela gente corre muito, mas como ia gente nova (tipo eu) havia ritmos mais lentos. Disse ao meu mestre que ia. E meti na cabeça que ia mesmo.

Domingo de manhã acordo, abro um olhos e vejo chuva. 
Correr já me custa, com chuva nem quero imaginar.
Fechei o olho novamente e continuei a dormir.


Mas como o karma é lixado, ontem saí do trabalho uns minutos mais cedo, na esperança de ir correr na passadeira e ainda chegar relativamente cedo a casa para acabar um trabalho... Só que não.
Estava um frio e chuva tão grandes, comparados com a roupa que eu tinha... e nem guarda chuva tinha, que terror. Mesmo assim, para me redimir da falha de domingo, fui na mesma. Tão pouca vontade que eu tinha. 
Meto-me no autocarro e 5 minutos depois percebo que o trânsito está completamente parado. Eu costumo ir de metro para evitar o trânsito e mesmo tendo que mudar 2 vezes de linha costuma compensar. Mas ontem, não sei porquê, fui de autocarro...

Demorei nada mais nada menos do que uma hora e meia a chegar ao ginásio. sendo que são cerca de 3,1km. Ora bem, a correr chegava lá em menos de meia hora.
Estive na eminência de chegar ao Largo do Rato e apanhar o autocarro para casa, mas depois lembrei-me da São Silvestre e fui na mesma. Pelo menos punha mais 4/5km nas pernas.


Depois de ouvir o ralhete do treinador por ter faltado no domingo, mandou-me correr, mudando o ritmo de 500 em 500 m, e acrecentado inclinação. No fim disse "sete".

Fiz olhos de gato das botas e perguntei "sete quê?"

"kilómetros" - disse ele.


Ri-me.
Engoli em seco e fui correr.
E superei-me.
7km em 45min., sendo que o último km foi feito acima da velocidade que costumo fazer.


São só mais 3. 
3km e chego aos 10...

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Como estragar surpresas de Natal

O NOS Alive tem por hábito mandar-me emails com novidades.  Aí há uns dias mandou-me a dizer que os Depeche Mode estão cá para o ano e eu, que os vi há 3 anos na era do Peter Pan, achando que não ia gostar mas muito enganadinha que aquele concerto foi qualquer coisinha de espetacular, fiquei com a pulga atrás da orelha. Há dois dias voltaram a mandar mail e o meu coração voltou a palpitar. Foo Fighters a caminho do Alive e eu a caminho de um estado eufórico. Pensei: Se comprar já não custa tanto como comprar no verão quando a gente está fartinha de gastar dinheiro em caipirinhas, e bikinis e protetor solar...- mas de repente tive uma ideia luminosa - Já sei! Prenda de Natal do Mr.!!!!

Ontem, de passagem por uma fnac, dei com os meus olhos naquelas caixinhas de 129€, com um bilhete de três dias e uma t-shirt do festival. É caro mas o Mr. merece sem dúvida. Perfeito - pensei eu - a t-shirt é assim para o básico, o homem é capaz de a usar. Pousei a caixinha e fui para casa a pensar nela.
Tinha uma dor de cabeça terrível ontem, desde que perdi os meus óculos de ver que tem acontecido muito. Não perguntem, nem sei como os perdi. Cheguei a casa, acabada de faltar ao treino (é verdade, ganhei o desafio e então baldei-me à grande) e fui fazer uns pastéis de massa tenra que vi num IG. Dá como sempre outro post... Eram 22h e o Mr. ainda não tinha chegado do futebol. Tirei a roupa da máquina, pus a louça na outra máquina e fui deitar-me. Mandei mensagem a dizer "come os pastéis que estão no forno com salada, estende a roupa e põe a máquina da louça a funcionar que eu não consegui abrir o detergente" - se os homens não servem para isto então não sei para que servem.

Quando ele se deitou já eu tinha os meus olhos colados com super cola 3 e nem o vi, mas apalpei para confirmar que estava tudo no sítio, que a idade começa a pesar e pode não vir inteiro do futebol. Falou-me da minha prenda de Natal, que já estava no sapatinho, mas eu estava tão ensonada que nem liguei.

Acordamos hoje e ele volta a falar no mesmo. 
"Mas tenho uma prenda? Se é de Natal não posso abrir agora. Nem adianta ir procurar. Mas cabe num sapato? É assim tão pequena?" - perguntei eu, a pensar num hipotético anel.

"É pequena, coube num sapato, mas ficou um bocado de fora".



OK, ok, nada de coisas hipotéticas.

Olho para ele e reconheço a t-shirt. Não pode ser! É a do Alive! Estive com ela ontem na mão para te comprar!
Ele diz que não, que um amigo lha emprestou ontem depois do futebol. Olho novamente para ela à procura do nome  do festival. Não encontrei. Suspirei e disse cabisbaixa "acabei de estragar a minha surpresa de Natal".

Chego à sala e estão dois embrulhos de Natal. "Se é de Natal não posso abrir" - repeti com olhos de gato das botas, que resulta sempre, sempre. Fez-me sinal para abrir. Abro primeiro o embrulho mole, seguindo as indicação dele e depois o triangular, que agora sei ter sido estratégicamente feito de uma caixa de chocapic...

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Regresso dos fantasmas

E quando eu já não me lembrava dele e tinha o meu pensamento projectado no futuro, nas próximas férias com Mr. Pannacotta,  nos meus progressos no ginásio,  nos novos desafios profissionais, nos bebés que chegaram, and so on, and so on, eis que a vida me volta a pregar uma rasteira, para me relembrar que houve um pequeno verme e que esse capítulo ainda não está encerrado.


Faz hoje uma semana que recebi o resultado dos meus testes genéticos.  Tinha metido na cabeça que iam dar negativo,  só porque todas as pessoas com quem contactei durante os últimos dois anos tiveram esse resultado.
Mas não.  
O meu mar de rosas cancerígeno não podia continuar e a análise deu positiva.

Mutaçāo genetica do BRCA1.

Podia ser do BRCA2, mas não,  tinha que ser o mais grave.

Tenho 30 anos e tenho ouvido os médicos falar em cirurgia profilatica. Parece uma coisa boa, no fundo até pode ser, mas não,  não é.  Ter 30 anos e ter que pensar em retirar mamas e ovários,  com TUDO o que isso implica é uma coisa bem difícil.  Difícil de imaginar, até.
Claro que o meu cérebro inventor já imaginou uma dúzia de cenários possíveis.  Sinceramente não sei se algum deles será mesmo possível,  mas não custa apenas imaginar.


Para quem  não sabe mesmo o que isto quer dizer,  é deitar um olhinho aqui.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Agonia

Se Mr.Pannacotta tem alguma coisa de diferente do Peter Pan (quem tem muitas graças ao Senhor) é o facto de já há algum tempo me andar a moer o juízo porque ainda não conhece os meus pais.
Prometi-lhe que seria em Agosto, quando fossemos à Romaria das Romarias:  a Sr.ª d'Agonia.

Mas como os meus planos nunca seriam os meus planos se não saíssem furados eis que o universo se uniu a Mr.Pannacotta e trocou-me as voltas.


Há 2 semanas pais das horas vinham passar cá o fim de semana.
Avisei que à hora que chegariam estaria a ter uma reunião de trabalho, pós-laboral, no Barreiro.
Reunião a correr às mil maravilhas, 22:30h e toca o meu telemóvel.
Mãe das horas diz:

"Acabamos de chegar e percebemos que nos esquecemos da chave de casa."

Estava no Barreiro, sem carro, a meio da reunião, a meio do jantar e os meus pais sentados à porta do prédio...
A primeira coisa que me veio à ideia foi que Mr.Pannacotta tem a minha chave extra (aquela que devia estar na casa da minha prima vizinha para estas enventualidades) e que por acaso ele estava em Lisboa a jantar...

"Mãe, eu não te consigo ajudar. Dá-me uns minutos e já te ligo de volta."


O resto é fácil de imaginar.


Mr.Pannacotta prontificou-se se pedir boleia a um amigo para ir lá ter a casa com os meus pais.
Conheceram-se às 23h, em frente a casa, com os meus pais sentados num canteiro.
Não estava lá, mas gostava de me ter transformado em mosca para ouvir tudo.


Resumindo:
Hoje vamos para a Agonia.
O homem vai ficar lá em casa hospedado, no quarto das visitas, que a minha casa ainda é uma casa à moda antiga. Não era para ser assim, mas já que já se conhecem, facilitou.


Tenho 30 anos e é a 1ª vez que um namorado passa a noite em casa dos meus pais.
Nunca fui muito dada a estas coisas.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Era para ser aquele bolo de abóbora

Já que estou de baixa, queria aproveitar para fazer coisas em casa.

Acabar de montar o móvel do ikea, que está a 80% há 2 semanas...
Realojar as tralhas das mudanças no dito móvel;
Tirar os rótulo dos frascos que quero aproveitar;
Mudar as roupas inverno / verão;
Fazer algumas receitas que não tenho tempo à semana (trabalho e ginásio não são compatíveis com cozinha...);
Limpar as botas de inverno e arrumar;
Limpar as cabeças da impressora e pô-la a funcionar em condições;
...


Na quinta à noite quis fazer um bolo.
Tinha ovos.
Ovos não são tudo, mas fazem um bolo.
Acho que eu gostava de ser um ás na cozinha.
Digo isso porque é sempre um festival de atrocidades culinárias, nunca consigo seguir uma receita. Normalmente, por não ter os ingredientes todos, o que não foi bem o caso desta vez.

Decidi que ia fazer este bolo da Creme de Avelãs.
Tinha tudo para correr bem. 
Abóbora e ovos.

Devia ficar-me pela imagem linda da Avelã...

Comecei a cozer a abóbora. 
Quando ia passar com a varinha mágica... onde está a varinha mágica? Eu não tenho varinha mágica? Juro que eu tinha varinha mágica. Mas não tenho... E a partir daqui começou tudo a correr mal. A abóbora passou da panela para o escorredor, do escorredor para o copo da varinha, do copo para a um prato... e vá de tentar esmagá-la com o esmagador de batas... Não consegui fazer o puré, a abóbora ficou aos fios, com muita água... comecei a bate-la, juntamente com os ovos, com a batedeira e foi uma chuva de abóbora pela cozinha. Nos armários, no fogão, no avental, na parede... Acabei por juntar tudo com uma colher. Cagada na certa.

Bati as claras em castelo, que é aquela coisa espetacular que eu sei fazer.
Ia juntar a farinha de aveia... onde está a farinha de aveia? Não está. Claro que não está.
Juntei da normal.
Juntei as claras.
Claro que a taça era pequena e começou a sair tudo por fora.
A sério, é uma comédia um serão meu na cozinha!
Mudei de taça :D grande ideia.
Meti ao forno.
Cheirava tão bem!
Ao menos o cheiro.


Resultado:
Cheirava bem. E sabia bem.
Estava bonito mas murchou.
Quase que inventei um bolo de abóbora de Ovar, daqueles bem húmidos, quase de comer à colher...


A sorte de tudo isto é que o meu ponto forte é limpar e arrumar, bem rápido e eficaz.
Decididamente eu não sou a chef. 
Sou a ajudante.
Ponto.
A ver se me lembro para a próxima vez.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Como vos contar que estou de baixa...

Estou de baixa, pela primeira vez na minha vida.
Os meandros por onde passei para chegar a este "estado" davam para escrever um livro.
Coisas estranhas acontecem-me, para variar.
Resumindo a coisa, faz hoje uma semana que comecei a sentir uma dor, um desconforto ali por baixo, ao andar. No dia seguinte já tinha uma dor e um inchaço considerável. Como sempre fui trabalhar, mas à hora do almoço vim para casa, pois não me sentia bem. Cheguei aos 39.5ºC de febre. Eu sabia que a glândula me estava a lixar (cuidadinho com as imagens do google, que isto não tinha assim tão mau aspeto...). Vai de tomar ben-u-ron pra aliviar a febre. De manhã quando saí para o centro de saúde estava super vermelha, no corpo todo! 

"Meu Deus, será que apanhei um escaldão ontem e não me lembro?"

Expliquei ao doutor o que tinha, falei-lhe do Bartholin, ele não quis nem ver. Disse-lhe que não sabia se era da febre, mas estava com a pele toda vermelha. Nada.
Vai daí, antibiótico (daqueles que dão para tudo...) e anti-inflamatório.
Passo o dia em casa, não melhoro.
Acordo no dia seguinte ainda mais vermelha, cheia de comichão, uma dor na pele horrível, já nem a glândula me doía.
Urgências dos Lusíadas, olá.

Chamam-me à triagem. Começo a falar da glândula, do antibiótico, da hormonoterapia do cancro, mas que o que me tráz lá é estar vermelha como um pimento, com comichão, cara e boca inchadas...

"Da próxima vez que tiver esses sintomas diz logo na receção, não espera."

Já não saí da triagem, entrei direta para a sala de enfermagem, cateter e cenas prá veia. Tudo de minha volta. adoro. Nenhum médico da urgência me viu, fui encaminhada para dermatologia.
Saí de lá com cortisona (a juntar ao que já vinha do dia anterior...)

Passei o fim de semana em agonia.
Nem era a m*rda da glândula, mas a terrível comichão. Nunca pensei, mas chorei de comichão.
No domingo mandei mail à dermatologista (a fofinha deixou-me o mail pelo sim pelo não) pois não estava a melhorar e ela mandou duplicar a dose de cortisona.
Segunda feira estou melhor da pele.
Raios! A m*rda da glândula está cada vez maior e dói mais. Vou de novo ao centro de saúde. Uma médica muito diferente do outro, olhou, pôs a mão e "acho mesmo que tem que fazer uma pequena cirurgia para tratar isso. Vou fazer uma carta para ir ao hospital."

Ainda fui a casa acabar um trabalho, ainda fui ver a mais bela bebé nascida nestes dias, e pegar nela e às 21.30h lá fui à urgência. 


Primeira vez no Hospital São Francisco Xavier e já sou fã. Rápido e eficaz. Depois de me apertarem por todos os lados "ai toma lá uma injeção no rabo para as dores com que te deixei, vai ali tirar sangue para análises e amanhã aparece às 10h para irmos ao bloco."

Resumo:
Já fui ao bloco. Já não tenho dores. Já não estou vermelha. Estou de baixa. Um mês sem ginásio e um mês sem... ups... isso.


Estou a aproveitar a baixa para descansar.
Tem-me sabido bem. Até hoje ainda não estava com vontade de fazer nada, mas hoje já me senti melhor e fui para a cozinha... não sei para que continuo a tentar...

Amanhã conto-vos como foi o festival culinário.