terça-feira, 16 de outubro de 2018

Coisas especialmente mágicas (que me acontecem)

Este fim de semana tive comigo uma amiga polaca, que veio visitar-me por 5 dias.
Todos os meus amigos perguntaram:

"Quando se conheceram? E em que circunstâncias?"

Para ser franca a resposta é um pouco estranha. Conhecemo-nos há 6 anos, na altura em que eu dançava folclore e viajava pelo mundo em digressão. Até escrevi dois posts sobre essa viagem.
A Emília foi a nossa guia durante o festival. E durante aqueles 5 dias dormiu connosco na escola, comeu connosco, dançou, bebeu... enfim. Tudo. Na altura gostamos muito uma da outra, embora tivéssemos quase 7 anos de diferença.
Durante os primeiros anos não falamos muito, mas no últimos 2 fomos mantendo o contacto. E a verdade é que estes 5 dias foram como se tivesse recebido uma amiga que conheço desde sempre.
Diz ela que somos "twin sisters". 

2012 vs. 2018

Sexta feira foi dia de palmilhar a cidade.
Começamos no Cais do Sodré, subimos ao Camões, passamos pelo Chiado, descemos ao Rossio, Praça da Figueira, Hospital de São José (que eu precisava de lá ir entregar uma receita), Martim Moniz, apanhar o 28, sair nas Portas do Sol, descer até Santa Apolónia para comer a melhor piza de Lisboa no Casanova, apanhar o metro para a Praça do Comércio, subir o Arco da Rua Augusta, ir à Ribeira das Naus, chegar de novo ao Cais do Sodré, ver o Mercado da Ribeira, subir a Bica a pé, ir beber uma coca-cola ao Park (porque estávamos ressacadas da nossa pijama party do dia anterior), subir o Bairro Alto, curvar para o Miradouro de são Pedro de Alcântara, descer a pé pelo Elevador da Glória, ir pela Baixa, subir pelos armazéns do Chiado porque queríamos um gelado do Santini.



No preciso momento em que saíamos dos Armazéns do Chiado e atravessávamos a rua para entrar na Santini, os meus olhos cruzaram-se com um rapaz, que vinha no sentido oposto, lindo de morte, com um sorriso rasgado para mim, que me hipnotizou durante una 5 segundos. Foi a coisa mais engraçada e espontânea que me aconteceu nos últimos tempos. Não tive reacção. Sorri apenas. Podia ter dito "olá", mas só consegui retribuir o olhar e o sorriso.
Depois de ele passar, saiu-me uma gargalhada em uníssono com a da Emília.



Que boa vibe. 
São precisas mais pessoas destas para animar os meus dias.

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Marrocos [parte 7]

(e como mais vale tarde que nunca...)
ver Dia 4

Dia 5

Ainda era dia quando chegamos a Fez. 
Saímos da estação e apanhamos dois petit táxis (em Fez o taxímetro já é uma coisa normal, então para pequenas distâncias compensa) para o ponto de encontro combinado com o anfitrião do Dar El Ouedghiri, o Adil. Pela primeira vez vi o Marrocos que eu imaginava. Pela primeira vez as crianças se dirigiram prontamente a nós para nos pedir dinheiro em troca de qualquer coisa que traziam.
Olhei em volta e vi o assédio ao turista de que tanto se fala.
Rapidamente o Adil chegou e com ele fomos a caminhar, em direção à Medina, onde dormiríamos nas seguintes três noites.
Uma das portas da Medina de Fez
Enquanto percorríamos os caminhos apertados ele ia-nos dizendo: "Isto é um atalho, sem mim, não venham por aqui. Vou ensinar-vos os caminhos que devem tomar".
Isto ouvido assim, mal se chega a um lugar, faz-nos pensar se poderá haver algum perigo.
Asseguro-vos que não, mas sempre com precaução.
Chegamos ao hotel, tiramos as primeiras fotos da praxe e pedimos indicações de um local para jantar. Ele abriu-nos um mapa e disse-nos por onde deveríamos andar nessa noite e que nos dia seguinte ao pequeno almoço nos explicava o que ver. Achamos estranho, mas concordamos.

Saímos do Riad e percorremos as ruas escuras, tal e qual o Adil nos tinha dito. Percebemos que era realmente muito fácil enganar e não arriscamos novos caminhos. Deixamos isso para o dia seguinte. Chegamos à parte da Medina onde estavam os restaurantes. Andamos para trás e para a frente, literalmente, à procura do Chez Said. Estava mesmo à nossa frente, mas com tanta gente, tantos vendedores, tantas tabuletas de publicidade a restaurantes, tantos empregados a vir falar connosco, a busca tornou-se mais difícil. Dissemos que vínhamos da parte do Adil e tenho a certeza que fomos mais bem tratados por isso. Sentamo-nos mesmo na primeira linha de mesas, na rua, podendo apreciar o correr de pessoas, locais e turistas, entre passeios e trocas comerciais. Esta, até à data, era a maior Medina onde tínhamos estado. O jantar foi agradável, a comida era boa, os empregados muito simpáticos. Estávamos cansados e pouco depois de comer abandonamos a guerra e dirigimo-nos para o Dar. Queríamos tomar banho e descansar. O dia seguinte ia ser passado na Medina, a visitar os pontos que o Adil nos ia assinalar no mapa.

Zaouia Moulay Idriss II
Acordamos na manhã seguinte na esperança de tomar o pequeno almoço no terraço do Dar. Rapidamente percebemos pela cara do Adil que estava mau tempo, as previsões que tinhamos visto na noite anterior estavam certas. Estava nublado e tinha começado a chuviscar. Eu só pensava que não tinha nada suficientemente impermeável, para andar um dia inteiro à chuva.
Saimos pela Medina e automaticamente tivemos uma ideia bem diferente da da noite anterior. Havia cores, barulho, gente, alegria. Perdemo-nos um pouco pelas ruas, mas fomos conseguindo seguir o mapa e ver, primeiramente, o Museu da Madeira, depois a Zaouia Moulay Idriss II (onde não muçulmanos não podem entrar... então vimos só da porta - é onde está a tumba do Rei Idriss II) e depois seguimos para as tão famosas fábricas de curtumes. Tínhamos indicação que a melhor para visitar seria a n.º 10, pela vista privilegiada em relação às restantes. Por isto estar escrito nos guias, as outras casas de curtumes tentam enganar os turistas, escrevendo o n.º 10 em todo o lado - ahahah - atenção ao número por cima da porta, é esse que vale! Entramos no n.º 10 e foi-nos logo atribuído um guia e um ramo de hortelã a cada um. Assim que passamos para o lado dos tanques de tinta percebemos o porquê da hortelã. O cheiro é realmente mau. Em vez de amoníaco (não são utilizados químicos) as peles são limpas com cocó de pombo... imaginem (tanques brancos). Além disso, as próprias peles tem o cheiro que todos já sabemos... Não usei a minha hortelã no nariz, pois achei o cheiro completamente suportável, mas era ver os asiáticos todos com as folhas debaixo do nariz, como se fosse caso de vida ou morte.
Explicaram-nos que famílias inteiras trabalham naqueles tanques e que é muito difícil alguém que não pertence às mesmas conseguir trabalhar lá. Uma espécie de lobby.
É realmente um sítio a visitar. Depois de vermos e ouvirmos a história toda, lá tivemos que visitar a parte da loja, mas nenhum de nós comprou nada. Limitamo-nos a dar uma gorjeta ao guia, como havíamos lido nos guias.





Almoçamos algures pela Medina (Fassie Delice), um restaurante escolhido ao calhas, apenas pela pinta e número de locais que tinha. Sempre a nossa tática para escolher os sítios onde ir. A comida era boa, especialmente a pastilha de frango. Começamos a perceber que os preços das refeições também começavam a subir à medida que chegávamos a cidades maiores.



Depois de almoço ainda tentamos ir à biblioteca da universidade, que lemos que era bonita, mas quando lá chegamos não tinha entrada aberta a não estudantes. Nada feito.
A tarde foi passada na Medina, meios perdidos, a ver o que por lá se vendia. Tivesse eu como transportar mais coisas e tinha trazido candeeiros, malas, tapetes...




Nesta altura já eu estava toda encharcada e com a neura. Detesto chuva, principalmente de férias. Voltamos ao Dar para trocar de roupa e pedir uma sugestão de onde  jantar ao Adil (lemos que havia restaurantes com vinho e nós já estávamos a ressacar...) Assim foi. Ele ligou para o restaurante e alguém nos veio buscar (a pé claro) e nos viria trazer no final. Achamos a esmola demais e provavelmente isso verificou-se no preço do jantar.

Chegamos ao restaurante e realmente nada tinha a ver com os sítios onde tínhamos comido até então, o que não quer dizer que tenha sido melhor. Era decorado de forma mais ocidental e as pessoas a frequentar também eram diferentes. As mesas tinham luzes azuis... Vimos logo que íamos pagar os olhos da cara, mas também era só um dia. Para piorar, o serviço foi péssimo, super demorado e a comida não era melhor que nas outras "tascas". Meu conselho: não valeu a pena (apenas pelo vinho).


Regressamos ao Dar com a ideia de que tínhamos sido roubados.
Dormimos sobre o assunto depois de preparar o dia seguinte. Tínhamos como destino Meknés, uma das 4 cidades imperiais de Marrocos (juntamente com Marraquexe, Fez e Rabat).



ver Dia 4
------------------------------------------------------------

Dar El Ouedghiri - 22€ por pessoa
Jantar Chez Said - 65dh (+- 6€)
Museu da Madeira: 20dh (+- 2€)
Almoço Fassie Delice: 78dh (+-8€)
Jantar Dar Tajine: 214dh (+-20€)

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Sunshine Blogger Award


Regras do Sunshine Blogger Award


1. Agradecer à blogger que nomeou
As lindas Vera e Ana, que da blogosfera passaram à realidade! Muito obrigada por ainda se lembrarem do meu blog!

2. Responder às 11 questões feitas
3. Nomear 11 bloggers e fazer 11 perguntas
4. Colocar as regras e o logótipo no post


(Perguntas da Vera)

1) Onde viverias se pudesses escolher e porquê?
Vivia onde vivo, em Lisboa. Gosto da minha vida aqui, gosto da cidade, do clima, da base de amigos que tenho, da vida agitada que tenho, de jantar fora, de não estar assim tão longe da minha família...
2) Que sonho tens por realizar?
Ui tantos! Em termos mais genéricos constituir família. Particularmente, fazer o caminho de Santiago, ir ao Egito e ao Brasil, ter os meus afilhados os dois perto (neste momento só tenho um...)
3) És feliz quando...
Quando sou surpreendida com pequenos gestos... visitas surpresa, por exemplo.
4) O teu ídolo é...
Oh... Gavin Rossdale, Johnny Depp, Tom Hardy, Hugh Jackman... só homens bonitos, portanto...
5) Não conseguia viver sem...
Família/amigos
6) Praia ou campo?
Praia mil vezes. 
7) Arrepender-me do que não fiz ou do que fiz?
Do que já fiz. É bem melhor.
8) Há esperança para a humanidade?
Sei lá eu. Na pior das hipóteses dá-se um apocalipse e começa tudo de novo.
9) O que mais te irrita...
Que duvidem da minha palavra. Ou atrasos...
10) Os teus 3 piores defeitos e qualidades.
Teimosia, exigência e desinteresse por temas tipo política; prestável, generosa e alegre.
11) Se não tivesses a tua profissão o que serias...
Manicure, cabeleireira ou esteticista. Uma grande carreira que me passou ao lado ahahhah
12) Cinema ou filmes em casa?
Filmes em casa (e não vou dizer porquê).
13) A tua vida dava um livro com que tema?
A rapariga que deu voltas à vida.


(perguntas da Ana)

1. qual o último livro que você terminou de ler?
Longe do Paraíso - Sasha Sperling
2. com quem você mora?
contam as minhas orquídeas? :P
3. canto favorito da casa (talvez uma foto?)
esta era mesmo fácil
4. banda favorita na adolescência
Bush (e contiua...)
5. banda favorita agora
gosto muito de Future Islands
6. um destino de viagem (que você já foi)
Marrocos 
7. um destino de viagem (que você ainda quer ir)
Brasiu!
8. especialidade na cozinha (receitinha pufavô. vale o link)
Risotto (acho que o meu truque é fazer eu mesma o caldo: cozer 1h uma cenoura, um talo de aipo, uma cebola com cravinho espetado e louro em muita água. depois congelo porções e descongelo quando quero fazer o risotto).
9. está apaixonada(o)? (por quem?)
por mim. 
10. uma saudade
do meu avô.
11. o que te deixa feliz?
um gesto de carinho.


Provavelmente já ninguém lê este blog, mas ainda assim, vou deixar as perguntas, na esperança que alguém as responda, aqui ou no seu blog.

1. Já houve algum momento em que passaste a vida em retrospectiva? Qual?
2. Sentes-te completa(o)? Se não, qual é a peça que falta?
3. Hoje acaba o mundo. Queres dizer alguma coisa a alguém especificamente? Quem e o quê?
4. Há uma coisa que fazias, mas que deixaste de fazer e tens pena que assim seja? Que coisa é essa?
5. maior hobbie?
6. tens alguma mania que irrite os outros?
7. e há alguma coisa em ti que gostavas de mudar?
8. gostas do teu atual trabalho?
9. a música que mais tens ouvido em loop
10. uma palavra sobre mim (ou uma frase, vá)
11. qual o próximo desejo que achas que vais concretizar?


Agora vamos às pessoas (quem não tem blog pode sempre responder aqui e os outros idem):

Anaarqia e Vera (respondam aqui só pra ver as vossas respostas), N., Boneca de neve, Gaja Maria, Linhas Cruzadas, Andreia Franganito Pratas, Maria em Palco, Agridoce, Ssol, Martsmary, Rosa Chiclet... e todos os demais que queiram responder às minhas indagações.


Um beijo a todos.
Tenho saudades de cá vir.

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Tenho as melhores amigas do mundo


Obrigada.
Quando precisar de dentista, já sei onde ir.

(sim, porque depois disto já me mandou fotos)

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Despedidas

Ontem deixei o ginásio.
7 anos e meio depois, este ciclo terminou.
Tentei combinar com os meus amigos de lá, para me despedir, mas o treinador está de baixa, O Tiago tinha treinado de manhã, a Catarina tinha fisioterapia, o Nuno disse-me que ia e o Bernardo também e íamos fazer o treino juntos e depois jantar.
Já estava a caminho de lá quando o Bernardo cancelou. Não fossem as minhas tralhas do cacifo que tinham de vir pra casa e tinha-me baldado grandemente. Mas fui. Ao menos o Nuno ia estar lá.
Corri. 6km. Como o Nuno veio para a passadeira ao meu lado fazer sprints (a 17km/h) aproveitei e fiz também (a 12/13km/h). Parecia que ia a passear ao lado dele... Terminamos o treino juntos e parecia que tinha chovido em cima de nós.


Despedimo-nos com um abraço e promessas de combinar copos durante agosto.
Tomei banho e vi-me, literalmente grega, pra meter a tralha toda do cacifo na mochila. 
Consegui. 


Fiz os meus instastories de despedida e saí.
Mal saio da porta liga o Bernardo.

"Já apanhaste o autocarro?"

"Não, estou mesmo a sair do gym."

"Dá-me 2min. e estou aí pra irmos jantar."

Comemoramos a minha saída. Mais uma vez com promessas de combinar coisas nos próximos tempos. Tenho a certeza que vamos combinar.



Durante o jantar fizemos algumas contas à vida.
Cheguei à conclusão que comecei a namorar há 17 anos (ya, comecei a namorar com 15 anos) e desses 17 estive 15 anos com namorado. Sobraram-me 2 anos sozinha, dos quais 7 meses foram agora, desde janeiro.
Dá que pensar.


A partir de hoje sou crossfiter a tempo inteiro.
Wish me luck.

terça-feira, 17 de julho de 2018

Continua a agitação...

Estou atrasada em tudo na minha vida. 
No trabalho.
Nos posts de Marrocos.
Nas corridas.
Na troca do ginásio pelo Crossfit.
Em tudo.
Menos nas festas.

Ando a trabalhar em dois turnos, o do dia e o da noite.
Tiro hora e meia para ir uma vez por semana ao Crossfit, ando a fazer render o peixe (as senhas entenda-se) porque só me vou inscrever em agosto.
Ao fim de quase dois meses da corrida de Alverca voltei a calçar os ténis e a ir. Não correu mal, mas estou fraquinha, fraquinha.


Tenho aqui 3 projetos que já deviam estar prontos e por diversas razões não os consigo terminar de vez.
O cansaço é tanto que tenho dormido bem de noite, ao menos isso.
Entretanto houve 3 dias de Alive (quinta, sexta e sábado).
Seguido de uma manhã de crossfit (domingo às 10h).

O Alive começou muito soft, com o primeiro dia nada de especial, onde o sr. dos Artic Monkeys foi dormir para o palco e eu fui dormir para casa, a meio do concerto. O melhor deste dia foi mesmo a querida Andreia ter vindo ter comigo, depois de nos termos conhecido no Alive do ano passado. E ainda nos encontramos no 3º dia também!




O segundo dia foi uma brutalidade de bom, com The National a dar tudo como das outras 3 vezes que os vi; a seguir Queens of the Stone Age, que eu nem ia ver pois achava que conhecia pouco, mas acabou por ser a mais agradável surpresa da noite, comigo a dançar as músicas todas, enquanto as minhas amigas conversavam atrás de mim; depois meia hora de Future Islands, muito bom som, não desiludiu, umas batatas fritas pelo caminho e dançar até ao fim de Two Door Cinema Club, que da última vez que os vi estavam num palco secundário, mas este ano passaram para o palco principal. Muito bom para abanar o corpinho.

Dor de pés horrível, mas já só faltava um dia. Aproveitei o sábado à tarde pra dar uma perninha no trabalho e lá fui de novo. Entrei mais cedo que nos outros dias, ainda deu pra usar óculos de sol, e vi Alice in Chains e Franz Ferdinand. 3 dias de festival comprados com o intuito de ver os meus PEARL JAM, top 2 dos meus favoritos.
Queria ter ficado muito mais à frente do que fiquei, mas as pessoas com quem fui assim não o permitiram. Na verdade, quase não via o palco, com a quantidade de telemóveis a gravar o concerto à minha frente. Detesto esta coisa das pessoas verem os concertos pelo ecrã do telemóvel. Os concertos ficaram estragados com esta moda. Adiante. Fiz "amizade" com os amigos do lado que vinham de Coimbra e pra minha sorte abasteceram-me de cerveja durante o concerto. Tentei pagar, mas recusaram. Sempre fui boa a fazer "amigos". Adorei o concerto, sabia metade das letras de cor. Mas fiquei a desejar estar mais à frente. Vou ter de os ver novamente.
Eram quase 2h da manhã e eu queria ver MGMT, mas o meu cérebro só pensava que me tinha comprometido a fazer equipa com a amiga do crossfit no domingo de manhã.
Liguei ao amigo do ginásio com quem tinha entrado no recinto e fomos os dois embora.
Domingo Team Wod do melhor.
E depois almoço de família.



BTW, há dois dias fez 4 anos que fui operada. Isto passa rápido!!

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Mês de junho repleto

Ainda estou viva.
Não sucumbi ao trabalho, nem aos casamentos, mas ando lá perto.
Entre o Santo António, a minha família cá em casa (meu sobrinho incluído), as idas ao norte a trabalho, o Rock in Rio, três casamentos em 8 dias, uma mini reunião de erasmus e muito, muito trabalho, não me tem sequer sobrado tempo para treinar.
Mas, aqui vem novidade:

(rufar de tambores)

Vou deixar o ginásio!

Segunda novidade:

Experimentei crossfit e vou-me mudar!

Passei 2 anos a olhar prá box da janela do quarto, sem ter coragem de lá ir pedir para experimentar. Esta coisa de ser tímida quando não conheço lixa-me a vida, às vezes. Bastou o meu cunhado vir cá e querer treinar paralá ir com ele mostrar onde era e ele pimbas! inscreveu-me num treino, sem me pedir opinião. Depois disso já fui a mais dois, porque logo no primeiro dia troquei contacto com uma rapariga e tenho combinado com ela (e assim já tenho alguém conhecido ufa!)

Vou deixar umas imagens desta azáfama.
Quem segue o instagram pode fechar neste momento este post.



Terça 12 - Santo António (atenção que trabalhei no dia 13) e família em casa durante uma semana.



Quinta 21 e Sexta 22 - A rapariga que me ajudou a erguer o meu rabo... e com quem tenho combinado ir treinar.




Sexta feira 22 - inserido num arraial lisboeta - mais original era difícil. Ainda fomos depois dar mais um pézinho de dança ao Rive Rouge.




Sábado 23 - onde miraculosamente e sem saber como o ramo me caiu nas mãos. Dancei até de manhã. Cheguei a casa às 7h.



Um presente chegado pelo correio, de um amigo de há muitos anos e com quem não falava há muito. Mereceu destaque no meu cantinho.



Sexta 29 - Rock in Rio com os meus amigos de erasmus. Gostei de The Killers, amei The Chemical Brothers. Dancei quase até os pés me caírem.



Sábado 30 - Casamento dançado até acabar a música... Eram 6.30h quando me deitei.
Domingo trabalhei até à meia noite.
E ontem também. 
E hoje também.
Damn.

terça-feira, 12 de junho de 2018

2 anos e meio depois de viver nesta casa...

Desde que voltei a viver sozinha que esta casa ficou outra vez vazia. Eu sendo arquiteta devia ter uma especial aptidão para decorar a casa, e até acho que tenho, mas, em casa de ferreiro, espeto de pau...
Como isto ficou tipo faroeste, com novelos de cotão a voar pelo corredores, prometi a mim mesma que ia gastar uns trocos para decorar, pelo menos a sala.

Primeiro comprei um candeeiro de pé, que sempre quis... procurei novos e procurei no olx. E  encontrei um que gostei muito no olx, a um bom preço. Comprei. A base é em pedra... e eu, mulher moderna que sou, carreguei-a sozinha, debaixo de chuva, do carro à sala... achei que me ia cair em cima de um pé e se ia partir toda, mas num ato de fé, e com todas as minhas forças consegui trazê-la para cima. O candeeiro ficou mesmo como eu imaginava, mas agora faltava o resto.

Tinha duas orquídeas no chão da sala, encostadas à janela para apanharem luz. Depois de muito pesquisar decidi que ia comprar uma mesinha do ikea, amarela, para colocar os vasos. A minha sala já tem apontamentos de amarelo, portanto decidi continuar a "cena".

Da última vez que fui ao ikea comprei, finalmente, um candeeiro para o teto do meu quarto. Na verdade estou há mais de 5 meses sem luz no teto... não sei como consigo, mas já me habituei a chegar à noite e acender a luz da casa de banho para me arranjar para ir pra cama. Ridículo, eu sei. 
O pior é que comprei o abajour e não percebi que aquela porra não trazia o fio nem o casquilho... resultado: tenho de lá voltar para comprar o que falta. Mais um mês, portanto.

Além do candeeiro comprei as prateleiras que queria para colocar por cima das orquídeas.
Na semana passada veio cá o meu homem dos 7 ofícios, aka Peter Pan, colocar as prateleiras em troca de um risoto. As prateleiras ficaram um espanto. Bebemos duas garrafas de muralhas, mas o homem foi para casa na paz do senhor. Nada de alarmismos, ok?? Uma mulher sozinha tem que ter o amigo da bricolage, o eletricista, o companheiro, o entertainer, o dos copos... a vida é mesmo assim. 

Ainda não imprimi os quadros que quero por nas prateleiras, logo, roubei um pouco ao resto da sala para compor o canto. E adorei o resultado. Agora falta-me trazer a máquina de escrever antiga que tenho no norte, para por na estante dos livros. Acho que vai ficar mesmo bem.



Gostam? 
Também são como eu e deixaram a casa em branco mais de 2 anos? 
Ou decoraram logo tudo de uma vez?