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quinta-feira, 1 de março de 2018

Fevereiro sem açúcar



Ontem terminou o desafio fevereiro sem açúcar.
Devo dizer que foi muito, muito melhor que o esperado. Não custou como pensei, porque tinha a mente focada naquilo e não comi sobremesas nos jantares, nem bolos de anos de quem os fez.
Correu tão bem, que sem contar, perdi 2.4kg, e garanto que esse não era o meu objetivo. Não comi menos nem treinei menos, logo, só pode ter sido deste corte.
Recebi tanto feedback e incentivo das pessoas, aqui e no instagram, que decidi aproveitar a quaresma e levar isto até à Páscoa.
Chamemos-lhe a preparação para a Páscoa no Minho. 
Sei que vou ter uma overdose de açúcar, por isso bora preparar tudo até lá. 

Entramos hoje em Março, mês da Primavera.
Num saltinho estamos no verão e não queremos banhoca na praia, não é?

Vamos juntos!


p.s. - (não é assim tão difícil... temos fruta, temos um bom vinho... há tanta coisa com açúcar! vamos só tirar o exagero!)

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Esperar o inesperado

Sábado à noite recebo a seguinte mensagem:

"Amanhã de manhã queres ir correr? Vou de comboio até Belém, vamos até ao Cais do Sodré. Traz o passe para depois voltares para trás."

No meio de tanta inércia, mantas e sofá lá disse "que sim".
Eram 8.20 de sábado e o despertador tocou. Ainda demorei meia hora a levantar-me para ir fazer uma mega panqueca com banana, que saiu completamente despedaçada mas boa.
Eram 9.30 e estava pronta para sair. Nessa mesma altura recebi mensagem a dizer que havia atraso e voltei a enrolar-me na manta e no sofá.
10.15 e estava a descer rumo a Belém. 
Pouco depois das 10.30 já estávamos a correr lentamente, com conversa disto e daquilo, que a minha amiga gosta de correr mas é para conversar. Então, claro, vamos devagar.
Chegamos ao Cais do Sodré (6km) e eu nem dor nas pernas tinha. Sentia-me bem. Corremos até à Ribeira das Naus, mas ela ficou com dor de burro e então caminhamos até à Praça do Comércio.
Dei-lhe as chaves de casa e o passe, que tinha guardado e disse:

"Olha, eu ainda estou bem (há que aproveitar quando estou bem a correr) por isso vou mais um bocadinho para trás a correr, tipo 2km e depois apanho autocarro."

E fui.
Um pouco mais rápido do que o que íamos, mas nada de mais. Senti a dor atrás do joelho direito que me tem chateado. Pensei no que o treinador me disse "levanta mais os joelhos, mesmo que te pareça estranho de inicio", e tentei. Passado uns minutos a dor tinha desaparecido. Acho que tenho de fortalecer estes músculos traseiros do meu joelho...

Estava mesmo a sentir-me bem.
Ao tempo que eu não me sentia bem!
Ao tempo que não estava sozinha, com a mente descansada e livre. 
Ia sorrindo aos corredores e ciclistas que iam passando (a gente arregala um bocado as vistas quando vai correr... não é?) e fui correndo... correndo... Já tinham passado 2km e eu estava bem.
Continuei.
Pensei "agora corro até ao pilar da ponte 25 de abril". 
Mas cheguei ao pilar e estava bem! Pelas minhas contas já devia estar por volta dos 10km. Passou-me pela cabeça que se calhar era o dia ideal para passar os 10km. 
Eu nunca tinha corrido mais que 10km.
"11km era bom - pensei - mas já que estou aqui corro até ao ponto inicial."

Quando cheguei à Estação Fluvial de Belém olhei para os kms. 11.5km... E claro, por 500m não ia deixar os 12km fugirem.
Foi só mais um bocadinho.
E eu estava bem.


Nunca tinha corrido tanto tempo seguido, nunca tinha corrido sem que isso fosse um sofrimento mental, em que luto contra a vontade de parar. Ir com companhia ajudou. Se estivesse sozinha muito provavelmente não teria ido, ou então ia e fazia 5km...
Mais 20min. de caminhada e estava em casa, pronta para alongar, tomar banho e almoçar.



A mente tem destas coisas, quando menos se espera chegamos mais longe. 
Bloqueios vão e vem, mas o nosso bem estar depende de nós. 
Ainda estou numa fase esquisita de transição, entre o prazer de estar sozinha e o medo de me tornar uma pessoa solitária.


Mas, para já, sinto-me bem.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Fazer o bem, receber o bem (karma)

Como há algum tempo que me sinto paranóica eu e o meu médico decidimos que de 3 em 3 meses faríamos um qualquer exame dentro do leque que podemos fazer, só para ir fazendo coisas.
No meu dia de anos (dezembro) fui a uma das muitas consultas com ele e recebi a notícia de que a tac tinha revelado um quisto no ovário esquerdo com 5,5cm.

Olhei para ele e perguntei:
"Há razões para me preocupar e chatear?"

Disse-me que achava que não. E como achar não basta mandou-me fazer uma ecografia.
Foi ontem.


Ontem de manhã, enquanto esperava uma pessoa no Rossio, fui abordada por um sem-abrigo. Disse-me que não tinha casa, vivia num carro abandonado, perto do hospital de S. José (o meu). Rápido respondi que não tinha dinheiro comigo (digo sempre, independentemente de ter ou não) e por isso não podia ajudar. Mas o senhor insistiu e disse que não tinha que ser dinheiro. Voltei a responder que não tinha nada para comer comigo. Mas ele, voltou a insistir. Olhou para a Pastelaria Suiça e disse "pode ser um pão com manteiga".

Pousei a mochila, tirei a carteira e disse "venha lá então comigo que eu compro-lhe um pão com manteiga". Abri a carteira e não tinha dinheiro. Perguntei à empregada se podia ser com cartão. Podia. Peguei no talão e dei ao senhor, para pedir ao balcão.

"Obrigada e muita saúde!"

A frase ecoou-me cérebro a dentro. 
É tudo o que eu preciso neste momento.

...

18h e estou a fazer o exame.
O quisto afinal não é tão grande (raio da tac que não é muito preciso) tem 3cm e tal. Aconselharam-me apenas a controlar de 3 em 3 meses.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Black




E no meio dos twisted thoughts vem a notícia dos happy thoughts.
Vou realizar um sonho que achei que já não ia ser possível.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta Cidade do Porto

Aproveitando o fim de semana prolongado do 5 de outubro e o facto de não ter tido férias "grandes", rumei ao Porto, com amigos, para lhes mostrar como a cidade está tão diferente, comparando com o Porto de há 10 anos atrás.
Para mim o Porto vai ser sempre uma das minhas cidades. Agora que me ponho a pensar, já vivo há mais anos em Lisboa (8) dos que os que vivi no Porto (5). 
Quando deixei o Porto, corria o ano de 2009, ainda não havia turismo, ainda não havia o desenvolvimento hoteleiro e de restauração, muito menos a movida que agora existe na baixa portuense.
À noite o Porto era deserto, a ribeira era perigosa.
Felizmente, e com ajuda de algumas variantes, o Porto mudou.
E mudou, a meu ver, para (muito) melhor!

Como sempre fiquei em casa de uma grande amiga, que sempre é a forma de a ver e passar algum tempo com ela e ao mesmo tempo poupar mais.
Aproveitei a ida ao Porto para me aculturizar gastronomicamente e é isso que vos vou mostrar:


Brick: um dos sítios que mais queria experimentar e que, tirando a espera que foi grande, compensou muitíssimo! A comida é realmente boa e só de olhar para as fotografias já comia tudo de novo. Bom sítio para ir sem pressas. Aquela carninha no pão... de morrer e chorar por mais.






Rota do Chá: uma casa de chá com um estilo muito oriental, que já conhecia na Rua Miguel Bombarda, mas onde gosto sempre de voltar. Tem um lindo jardim ótimo para beber um chá e relaxar. Cuidado ao sair para não irem ter diretos à cozinha... ups...



Hotel Premium Porto Downtown: Andamos algum tempo à procura do hotel, pois sabíamos que tinha um terraço com vista a 360º. Estava fresco e por isso estivemos sozinhos no terraço. Aproveitamos para pedir um pica-pau, que estava muito bom, e beber umas cervejas.



Diplomata: mais um local ideal para brunch. Tínhamos lido que eram experts em panquecas e quisemos ter a certeza. Como costuma ter muita gente fomos cedinho, mal abriu. Éramos 8 à mesa e não houve uma pessoa que não adorasse. Pode escolher-se desde a massa das panquecas, à fruta, iogurte e toppings. Basicamente tudo! Há menus de brunch e o preço é muito bom!




Espaço Porto Cruz: mais um terraço de ida obrigatória, com a deslumbrante vista de Gaia para o Porto. Como o nome indica é dedicado ao vinho do Porto, que eu adoro e bebi (sim, há para várias preços) mas há também outro tipo de bebidas. Vi um dos pores do sol mais bonitos de sempre, com vinho, amigos e o meu Porto no fundo.

Foto by Agnieszka Olesiewicz


Francesinha Caffé: por fim, e como não poderia deixar de ser, a bela da francesinha, num sítio recomendado por um portuense. Levei os lisboetas a comer francesinhas e adoraram. É um simples café, mas que só serve francesinhas e pregos. Eram boas. E comi a minha toda!




Miss'Opo: último almoço antes de zarpar para Lisboa. Adorei o espaço, acho que foi uma maneira muito inteligente de tornar um espaço descaraterizado num espaço com caráter, juntando o antigo e o novo. A comida é boa, mas (aqui há um mas) para a quantidade pareceu-me caro demais, especialmente comparando com os outros locais. Tem uma loja ao fundo e algumas mensagens (pouco púdicas) nas paredes.






duas dentadas de bolo não é...

Quem é que ainda não foi ao Porto nos últimos tempos??
Acho que está na altura...


(foi preciso um serão sozinha em casa para acabar este post... shame on me)

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Fim de semana (parte 1)


O fim de semana que passou foi intenso.
Precisei de alguma ginástica mental para o preparar e concretizar.
Sexta o dia terminou comigo no Colombo a comprar uns presentinhos para a minha super afilhada que fez ontem um ano! (lembram-se dela?)
Comprei o balão maior e mais giro que encontrei.

Sábado começou cedo.
Às 10h já estávamos em Setúbal para uma das melhores festas de aniversário de sempre. O meu amigo habitua-nos mal e de ano para ano excede a expectativas. Embarcamos na traineira do Sr. Zé e fizemos festa a bordo até as 19.30h.

Éramos 25 piratas e marinheiros (mais o staff de 6) e passamos o dia entre as águas do rio Sado e as do Atlântico, a ver os golfinhos, a mergulhar quer no rio que no oceano, entre chouriço e queijo, Tony Carreira e Despacito na coluna do barco, vinho ou imperiais sempre a sair.

Saídos de Setúbal com petiscos na mesa rumamos na direção da praia do Portinho da Arrábida, onde fomos a banhos (não eu, que a água ali estava muito fria...) e de seguida demos a volta e entramos no Sado. Percorremos a costa interior de Tróia e atracamos à margem de uma praia deserta. Aí sim, fui a banhos. Nadamos até à praia enquanto esperávamos que o almoço estivesse pronto.
Ouvimos a buzina a tocar: era o almoço pronto! Voltamos ao barco para desfrutar de um almoço a condizer com a experiência: sardinhas e carapaus (pescados pelo sr. Zé) grelhados a bordo, com salada de tomate, pimento assado, alface e pepino e um pão maravilhoso! Vinho e cerveja à descrição, melão para a sobremesa. Não faltou mesmo nada, nem a sombra para o almoço, na Ré do barco.
Depois de tudo arrumado o marinheiro voltou ao leme e levou-nos a ver os golfinhos, que eram muitos e pareciam amestrados com aqueles saltos tão alto. Acho que foi a primeira vez que os vi sem ser no zoomarine. Depois disto, atracamos em frente à praia de Albarquel e entre Boys, boys, boys voltamos aos mergulhos. Desta vez eu também. É incrível o medo que tenho de saltar para a água. Depois de mais de meia hora com medo de ir mas com raiva por não ir, lá me atirei da borda do barco, de pé e com companhia de um desconhecido desafiador.

Enquanto estávamos atracados as brasas foram acesas novamente e começou a cheirar a fêveras e entremeada. Era hora do lanche e eu ainda não tinha fome. Ainda assim, peguei em duas fêveras e comi. Que bem me souberam! Veio o bolo, cantamos os parabéns, brindamos pela milionésima vez naquele barco e seguimos de novo para Setúbal. Hora de trocar o bikini molhado pelo fato de banho seco e tirar fotos daquelas (daquelas para colocar no IG).

Atracamos na doca eram 19.30h, todos com o estômago a abarrotar de comida e bebida. Ainda assim, fizemos um bocado de tempo e fomos comer choco frito, ameijoas e por aí adiante... Água para mim que ia trazer o carro para Lisboa...
Passava da meia noite quando nos deitamos.
Ainda não tínhamos chegado ao domingo e o fim de semana já tinha sido espetacular.

Quem quiser o contacto do Sr. Zé é só mandar um mail faz favor.
A tripulação (família do sr. Zé) foi do mais simpático e genuíno que pode haver. Até me esqueci de falar nos bolos e no moscatel... Convém também dizer que pagamos 40€ por pessoa.
A repetir sem sombra de dúvidas!

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Quem diria que fazia os 10

Depois deste post fui mais um dia para o Jamor. Pensei em correr 5/6km, mas depois de falar com a Agridoce (expert em corridas) decidi só dar uma voltinha para descomprimir. 

Estava um vento descomunal que nem conseguia correr. Decidi parar quando senti as pernas cansadas e ficar a fazer alongamentos na relva. Alongar bem as pernas e pensar nos 10km que ia fazer 3 dias depois, ou seja no domingo.

Durante sexta e sábado estive nervosa. Correr 10km põe-me nervosa, especialmente quando não me sinto fisicamente preparada, ou psicologicamente motivada... Tenho andado numa fase menos boa, mais irritada, de mau humor e com vontade de não fazer nada. Sentia o meu corpo cansado e também não andava a dormir como deve ser.
Na sexta à tarde o N. (o culpado da corrida) encontrou-se comigo em Lisboa e deu-me os kits. Obrigada. Agora: porque é que kits de corrida vem com biscoitos super bons de uma pastelaria local??
Sexta e sábado não houve excessos. Nada de álcool, nada de doces, comida saudável e proteína boa. Tive uma festa de anos mas felizmente a aniversariantes é vegetariana, intolerante à lactose e ao glúten, então só havia coisas saudáveis, até o bolo.

Domingo à noite comi a típica massa com frango grelhado, dicas do treinador. Fui dormir cedo, mas antes preparei a roupa e acessórios para a corrida e fiz uma mega panqueca proteica para pequeno almoço.

Se não fosse o Mr. não tinha acordado. Enganei-me a por o despertador... Além disso, o fofinho, ficou uma hora a por as músicas que escolhi no i-pod, enquanto a princesa dormia.
Eram 8:30min. da manhã de domingo e já estava em Entrecampos na casa da minha mate. Não sei como a convenci a ir à corrida, foi a estreia dela nos 10km.
Rumamos a Alverca.

A 25min. do início da corrida, estávamos nós na partida, a trocar as últimas impressões, quando de repente me dou conta de que tinha o meu relógio cardio-frequencímetro mas me faltava a banda para medir o batimento cardíaco! Tinha-o deixado no carro... Lá vou eu disparada para o carro, que estava a quase 10min. de distância... 

"Vai a correr, sempre fazes o aquecimento" - disse-me a outra amiga mais experiente na coisa.
Assim fiz. Numa corridinha cheguei ao carro em 3 tempos, pus a fita à volta das costelas e voltei a passo. Dos nervos já tinha a bexiga cheia. Ninguém corre 10km com a bexiga assim...impossível. Avistei uma galp e foi a minha salvação.
O tempo estava encoberto, ótimo para correr, embora demasiado abafado.
Quando cheguei à beira delas já faltavam apenas 10min. para começar. 
Muito rapidamente espalhei protetor solar +50 por toda a pele, pois branca como sou, sabia qual seria o resultado caso não pusesse. Efeito camarão certo.

Começamos a corrida calmamente.
A C. deixou-nos logo à partida pois tinha um objetivo a cumprir. 
Os primeiros 4kms foram, a meu ver, pacíficos. Tinham passado 26min. quando chegamos ao abastecimento de água dos 4km. Toda a água que entornei em mim enquanto bebia soube-me pela vida, visto que, sensivelmente depois das 10:30 o sol espreitou e o calor dificultou a nossa tarefa. 
Os kms seguintes foram feitos debaixo de sol, sem vento, nas pistas da força aérea. Gostava de saber quem teve esta brilhante ideia de nos por a correr num descampado, tanto tempo, ao sol, com uns militares a olhar para nós (que até podiam ser giros mas nem vi, tal já era o cansaço). A mate quebrou o ritmo nesta parte. Não pelos militares, infelizmente. Os meus pés latejavam de calor e sentia a cara a ferver! As pistas acabam já ali - pensava eu. Enquanto pensava verbalizava para incentivá-la. 
Mas não, as pistas não acabavam "já ali"... foram 3 árduos kms assim.

Quando finalmente vimos o final das pistas entramos em terra batida. A sério? Terra batida? Valeram-nos os voluntários da prova, sempre sorridentes e incentivadores e os "amigos" que vamos fazendo pelo caminho, mandando uma ou outra piada. Falei o caminho inteiro, mas a mate foi parca em palavras. Estava em sofrimento. 
Entramos no último km e eu estava mesmo a ficar cansada... Pensei em andar quando vi que tinha que fazer a subida da ponte de regresso. Não sei onde arranjei forças, mas não parei, diminui apenas o ritmo. Entretanto avisto o N., em sentido contrário. Já tinha terminado a prova e voltou para trás para incentivar quem ainda não tinha terminado. Sempre bom quando alguém faz isto. 

Deviam faltar uns 600m e veio nova subida.
Aqui fraquejei. Ainda cheguei a dar 4 passos mas a mate abriu a boca para me dizer "nem penses que agora no fim vais desistir". E não desisti. Seguimos as duas, devagar devagarinho na subida e quando descemos vimos a meta... que sensação boa! Que euforia! 
Na reta final a C. (que já havia terminado) juntou-se a nós e passamos as 3 a meta de mão dada. 
Que lindo! Foi ideia minha... 
É simplesmente indescritível o sentimento de superação pessoal!


Depois da sessão de fotos aproveitamos os balneários municipais para tomar banho e seguimos para Arruda dos Vinhos, onde nos esperava presunto para negra, bacalhau assado e costeletão na brasa.
Saímos de lá a rebolar. 


p.s 1. - Pra quem quiser comer bem o restaurante chama-se O Fuso. E não é bom, é excelente.

p.s. 2 - A prova foi dura, mas se não fosse não teria piadinha nenhuma! Experimentem correr sempre no mesmo registo... é mentalmente mais cansativo. As mudanças obrigam o corpo a adaptar-se e isso é bom!

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Final do 1º desafio fit

Pois é que foi num "instante" que passaram os três meses de desafio.
Passou literalmente a correr!
Os exercícios foram do mais variado possível, não pensei sequer que íamos ter metade da motivação que tivemos. Fomos brilhantes durante três meses.
Partilhamos exercícios, dores, vitórias e conquistas, tempos, desalento por vezes, mas com as palavras amigas que recebemos o desalento transformou-se em motivação.
Os resultados disto, além desta "amizade fit", foram bem visíveis em cada uma de nós. Mais força, mais flexibilidade, menos preguiça, melhores tempos, mais saúde e umas formas mais bonitas.

O saldo foi tão positivo que prevejo um 2º desafio daqui a uns tempos.
Mais alguém gostava de participar?


Já agora os resultados:

obiquínidourado #catarina (78)
Sofia (57)
Vera (51)
Ldashoras (50)
Andreia (43)
imtalkingwithmyself (37)
Agridoce (26)

Houve duas desistências, mas esperamos que no próximo voltem em força ;)

segunda-feira, 10 de abril de 2017

E Dublin? (grande post...)

Dublin foi bom, mas curto.
Fui um pouco na expectativa, pois sendo a 2ª vez que lá ia não sabia bem como ia ser.
Apercebi-me poucos dias antes de embarcar que tinha sido a 1ª viagem que fiz com o Peter Pan e era também a 1ª que ia fazer com o Mr.Panna e isso provocou-me uma tensãozinha.
Aquela máxima do "nunca voltes aos lugares onde já foste feliz", um pouco por aí...

Felizmente a viagem foi muito fixe e basicamente só a cidade é que foi a mesma, porque nada do que fiz teve a ver com a primeira vez lá.


Os agrobetos
Para começar chegamos no St. Patrick's Day. Para quem não sabe é o feriado mais importante da Irlanda e sem dúvida que é o dia mais verde do ano, um autentico carnaval verde.
Ainda no aeroporto de Lisboa apanhamos uns agrobetos que também para lá iam. Aí uns 30 gajos vestidos à tirolês, às 8h da manhã a emborcar cervejas. Chegaram atrasados ao voo, fizeram barulho até aterrar e esgotaram o stock de cerveja do avião. Um bocadinho irritantes e com idade para não o serem, mas ok., parece que vale tudo neste dia.
Depois de chegarmos a a Dublin foi tempo de pousar as malas em casa, almoçar rápido, colocar as nossas boinas verdes de xadrez e fomos prá festa.
Não chegamos a tempo da parada, que tinha sido de manhã e constatamos que às 15h já a festa tinha terminado e já só havia homens do lixo nas ruas, crianças a beber por todo o lado e pubs com música brasileira com filas de 100m (sim às 16h).
A Irlanda tem um grave problema de alcoolismo. Para perceberem, nos dias feriado, só se pode comprar álcool a partir das 12.30, isto para que as pessoas não comecem a beber logo de manhã... se resulta ou não, não sei. A verdade é que os nossos amigos queriam ter comprado vinho para o almoço e não conseguiram.

Não só as pessoas, mas também a cidade veste-se de verde (e laranja).



Apanhamos este tempo nhónhó, sempre com aquela chuvinha que não atrapalha mas chateia.


Demos uma voltinha a ver o ambiente, comemos uns muffins ótimos e fomos diretos à zona de Temple Bar, que é onde ficam os pubs, porta sim, porta sim. Estava tudo a abarrotar de gente, mas ainda assim decidimos tentar a sorte num dos pubs mais conhecidos o The Porterhouse para bebermos umas cervejas locais, sempre com a boina na cabeça. A parte mais fixe dos pubs (além das cervejas) é que normalmente tem música irlandesa ao vivo. Foi o caso e foi mesmo giro, com a malta toda a dançar como se não houvesse amanhã.


Depois do pub continuamos a pé e passamos o rio Liffey pela O'Connell Bridge (este rio tem inúmeras pontes, eu no mapa contei 19...) e subimos a O'Connell Street, uma das avenidas principais até chegarmos ao The Spire.





Não tardava rumávamos a casa, com umas garrafas de vinho e cerveja para o jantar.

Se há coisa que eu não esqueço quando vou viajar é dos meus ténis e equipamento para ir dar uma corridinha. Não pela corrida em si, mas porque gosto de colecionar países onde já corri. É maluquice, eu sei. Ainda tentei convencer algum deles a vir comigo, mas foi em vão. Enquanto os rapazes foram buscar o carro que tínhamos alugado on-line eu fiz-me ao caminho e fui correr num jardim perto de casa. Se há coisa que os irlandeses têm de bom é a sua simpatia. Já tinha constatado da outra vez e voltei a aperceber-me. Toda a gente que se cruzou comigo no parque me deu um "good morning", desde o velhote a passear os cães, à outra rapariga que também estava a correr. Vá-se lá saber porquê, andei sempre em sentido contrário às outras pessoas...






 Corri com chuvinha, mas fiz ponto para os desafios fit e cheguei a casa e tinha estes fofos à minha espera. Enquanto tomei banho os outros 3 (o Mr. e os nossos tugas irlandeses) prepararam sandes para o almoço. Saudável e barato. Metemo-nos no carro e rumamos a Wicklow, o jardim da Irlanda, um paraíso natural. Estava um vento absolutamente brutal quando chegamos ao ponto mais alto da montanha, tão forte que tive medo de voar penhasco abaixo.











O momento em que fiz muita força na pernas para não voar.

Voltamos a jantar em casa e reservamos o dia seguinte (domingo) para ver os museus. Compramos as entradas on-line para termos algum desconto e lá fomos todos contentes. Aconselharam-nos o The Little Museum of Dublin, que como o nome indica é mesmo um mini museu, onde há visitas guiadas e nos é contada a história da Irlanda, por décadas, apenas pelas coisas expostas em duas salas. A guia era muito divertida, mas aquela pronúncia irlandesa dificultou um pouco a vida. Está incluída no bilhete a visita guiada ao St. Stephen's Green, mesmo em frente ao museu, onde continua a ser contada a história do país. Eu que não sabia nada da Irlanda fiquei a saber.
O 2º piso do museu é inteiramente dedicado aos U2, que são irlandeses.



Tínhamos que almoçar rápido para seguirmos para o museu da Guiness e queríamos algo tradicional. Não há assim tanta comida tradicional, tirando o fish&chips (que íamos jantar em casa), então fomos almoçar num pub, a ver futebol e a beber cerveja irlandesa.


Seguimos para o museu da Guiness. Na verdade achávamos que víamos aquilo em 2 horitas... Só que não! Foram mais de 3 horas e vale bem o dinheiro do bilhete. São 7 andares de museu, começa com a produção da cerveja, conta a história desde o início da produção, o seu crescimento e desenvolvimento; depois tem um piso mais sensorial, com cheiros e sabores (onde se aprende fazer uma degustação), há uma zona de bar com música ao vivo; há um piso só com as publicidades mais icónicas da marca e ainda se aprende a tirar uma Guiness perfeita, com direito a diploma. No último piso a vista sobre a cidade é de 360º e pode beber-se uma Guiness de oferta.






Voltamos para casa ao anoitecer, depois de algum tempo a deambular, perdidos, na margem errada do rio. Finalmente encontramos a paragem do autocarro e voltamos a passar o Liffey.
Despedimo-nos de Dublin com esta vista.