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sexta-feira, 18 de maio de 2018

Conversas paralelas e um restaurante novo

Ontem, fui correr 30 minutinhos ao ginásio (começamos a diminuir o tempo que Alverca está mesmo aí). Fiquei contente que não sofri. Meia hora a correr, a 9,5km/h, não é super rápido mas pra mim é bom, e cheguei ao fim sem cansaço nas pernas. Se eu treinasse o ano todo como estas duas últimas semanas era uma corredora a sério!
O problema é que pra treinar assim corrida não consigo fazer os meus 4 treinos de musculação semanais... óbvio! E a gente tem de fazer mais o que gosta, não é...

Deixei-me trabalhar até mais tarde [ainda não estou habituada ao horário de verão com sol até mais tarde], atrasei o treino, atrasei o banho porque me pus na conversa com o treinador enquanto alongava, ou seja, saí do ginásio sem secar o cabelo, qual flecha para o seu alvo. Entrei no carro na mate e fomos jantar a Miss Jappa no Príncipe Real.


Sentamo-nos, escolhemos a comida e ela diz: O que bebemos?

Alcoól - respondi eu.

Mate - Alcoól? Estava a pensar mais em chá.

Eu - vinho.

Mate - ok, então só um copo para cada.

Eu - Já sabes que quando pedimos só um copo para cada, acabamos por pedir o segundo e já sabemos que compensa pedir a garrafa...

Mate - E vamos beber uma garrafa toda?

Eu - ...


Pedimos a garrafa, "bem fresca senão não presta" - dizia ela ao empregado - "e uma manga não tem?" - E ele disse-nos que não e foi embora. Eu já ia comentar que não era muito simpático, mas ele voltou com um frapé e a dizer "com este calor isto é melhor que manga". 
Fomos comendo as peças ótimas [mas minis] que pedimos. A nossa conversa é sempre muito animada. Por isso é que a mate é a mate, porque embora seja muito diferente de mim compreende-me perfeitamente e a nossa conversa tem muito de sintonia.
Liga-me o comissário de bordo. Não atendo mas mando foto das duas (embora ele não a conheça pessoalmente ouve falar muito dela e vice-versa).
Mandou mensagem de voz:

"Não vou comentar... Senão ias dizer que eu sou um porco."

Sei bem o que ele pensou e contém o número 3.


Adiante.
Acabamos de comer. Era tudo muito bom, mas ainda tínhamos fome... mandamos vir mais um.
Nesta altura já o empregado nos despejava o que restava do vinho nos dois copos.
Comemos o último prato. Acabamos o vinho.

Empregado - Então, gostaram do último?

Mate - Sim, gostamos, mas era muito maçudo.

Nesta altura desmancho-me a rir. Mulheres do norte são assim, dizem o que pensam.

Empregado - Então e sobremesa? 

Nós - Sobremesa não queremos.

Empregado - Então e se eu trouxer outro prato? Um que nem está na carta...

Mate - Mas está a oferecer ou vamos pagar? - imaginem eu a rir muito.

Empregado - Se não está na carta e digo que vou trazer então é oferta para voltarem cá mais vezes.

Eu - Mas já não temos vinho, vamos comer a seco...

Empregado - Eu trago mais um copo e dividem.

Mate - Não, traga um copo para cada - pra quem queria chá... mas é como diz o comissário, as mulheres do norte sabem beber em quantidade.


Resumo: Uma garrafa mais dois copos, 4 pratos, um empregado simpático, um prato fora da carta, duas miúdas bem dispostas e uma conta de 63€. Não foi barato, mas foi muito bom. Japonês clássico mas moderno, nada de fusões que por acaso não gosto. O espaço é muito agradável e estava cheio!
Nem tirei fotos à comida. Mas vejam no zomato
Vale a pena experimentar para quem gosta do género.

Já tinham ouvido falar? Já lá estiveram? O que acharam?

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Não sei se ria, não sei se chore [cenas hilariantes da minha vida]

Antes de ir de férias, umas semanas antes, plantei tomates cherry, de umas sementes que sequei no verão passado. Tinham sido de uns tomates caseiros que me deram e que eram tão bons que resolvi guardar as sementes, na eventualidade de me estrear como agricultora de varanda.

Sabia que era por volta de fevereiro que se plantava, mas só me lembrei já no final de março. Consultei na internet e percebi que ainda ia a tempo. Siga! Plantei e nem me lembrei que a 20 de abril ia pra Marrocos e ia deixar os meus rebentos sozinhos tantos dias.
Vai daí, nomeei duas pessoas (além da minha empregada) para me virem cá a casa regar os ditos cujos. Tudo corria bem, à excepção da empregada me ter faltado à primeira rega e por isso ter tido de pedir aos reforços uma substituição.


Um dos reforços é um amigo meu que se auto-intitula de psicopata e doente mental. Eu diria mesmo que ele é só ninfomaníaco.
E de onde é que eu conheço tal ser? 
Ora bem, corria o ano de 2010, meu primeiro ano de Lisboa, onde vivi numa casa com mais 6 miúdas. As princesinhas do Salitre, como gostávamos que nos chamassem. Duas delas eram italianas (estas) e portanto vivi esse ano como se fizesse erasmus em Lisboa, com elas. Numa noite de junho, está agora quase a fazer 8 anos, numa saída, conhecemos um comissário de bordo. Na altura rolaram uns beijinhos, mas com tanta volta e viagem desta vida nunca houve mais nada. 
Ao longo destes 8 anos fomos trocando mensagens esporádicas. Fomos sabendo mais ou menos da vida um do outro e chegamos a ir tomar uns cafés... Na verdade já não o via pra'i há 2 anos quando resolvemos marcar novamente um encontro. Fomos lanchar só isso!
Resumo desta conversa toda: farto-me de rir com a maluqueira dele, tem-me feito companhia quando não tenho que fazer e eu a ele quando voa para o estrangeiro e não tem com quem falar. 


  Quando lhe pedi para regar o tomateiro pensei que ele seria capaz de o fazer sem provocar o caos. Só que não.
Estava eu em Marrocos e recebo mensagem da minha empregada. Dizia assim:

"Olá L. das Horas fiz a sua cama de lavado, estava lá um papel escrito, voltei a lá pôr. bj"

Imaginando o pior cenário possível respondi:

"Olá! Fez bem! Não faço ideia o que era, mas imagino que tenha sido o meu amigo que me vai regar os tomates que o tenha deixado... e de certeza que é uma parvoíce qualquer que ele não tem muito juizo. Eu só volto no próximo domingo. Obrigada! Beijinhos"


Só para concluir este assunto, óbvio que o bilhete continha teor pornoerótico...

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Marrocos [parte 4]

Dia 3

Eram 8h da manhã e deixávamos Chefchaouen. 
Pela frente estava uma viagem de 4:30h até Rabat, onde dormiríamos as próximas duas noites. No plano inicial um dos dias em Rabat estava em aberto, com possibilidade de irmos num saltinho a Casablanca, de comboio. Assim fizemos.

Era hora de almoço e chegamos a Rabat. Sabíamos que da gare dos autocarros até ao nosso Riad era necessário apanhar táxis e o que tínhamos lido na internet, é que dentro da cidade é sempre melhor andar com taxímetro, pois fica mais barato do que o preço que os taxistas querem acordar à partida. Depois de alguma discussão lá os convencemos a usar o taxímetro (ao que eles chamam qualquer coisa como "miter" - será que vem de metro em inglês? - é uma palavra importante a reter).

Mais uma vez, e como foi nosso hábito nesta viagem, voltamos a ficar alojados dentro da Medina. Em Rabat, talvez por ser uma cidade menos turística, havia menos escolha nos Riads, logo, o preço também era mais elevado. Como um de nós tinha um vale de 100dólares no airbnr, optámos por descontar no valor deste alojamento. 

Como as Medinas não têm, por norma, trânsito automóvel, fomos de novo deixados numa Porta, a Bab El Had. Andamos quase meia hora às voltas a tentar encontrar a rua onde ficaríamos. O sol batia de chapa e as mochilas ainda pareciam mais pesadas. Rabat está, neste momento, completamente em obras, o que nos dificultou a busca. Depois de perguntarmos a 3 ou 4 pessoas lá demos com a rua principal da Medina onde encontraríamos à direita a travessa onde se encontrava o Riad Dar Saidi. Quando chegamos à porta nem queríamos acreditar! Parecia uma imagem tirada de um filme de guerra, com a rua sem pavimentação e cheia de lixo. Acho que todos pensamos o mesmo "só espero que lá dentro não tenha nada a ver com isto...". E não tinha. Felizmente!
Ao contrário do combinado, não tínhamos dois quartos à nossa espera, mas um com apenas uma casa de banho. Ora, quando há homens e mulher juntos a logística dos banhos e trocas de roupa complica-se... e uma casa de banho para todos não era o ideal. Tentámos que nos arranjassem outra solução, pois o erro tinha sido deles, mas em vão, todos os quartos estavam ocupados. Para se desculparem ofereceram-nos o pequeno almoço, que excepcionalmente nesta estadia não tínhamos incluído. Ainda era cedo para o check in então limitamo-nos a trocar de roupa na recepção e deixar lá as mochilas e ir a Casablanca almoçar.

Em 1:15 estávamos a sair na estação de Casablanca e a perceber que não era só Rabat que estava de pernas para o ar com tantas obras. Aproveitamos a viagem de comboio para escolher um restaurante de peixe onde almoçar, em Marrocos tem que se aproveitar as cidades costeiras para comer peixe. E tanta falta nos fez!
Andamos meio à deriva no porto de mar, para a frente e para trás, à procura do Restaurante Port de Peche e confesso que já estava irritada porque não conseguíamos o encontrar. Finalmente encontramo-lo! Rapidamente a felicidade do encontro passou a desolamento por termos chegado 15 minutos depois de a cozinha fechar. Acabamos por comer na tasca do lado umas mini sardinhas (que para quem aprecia estavam boas) e uma omelete de entrada. Desta vez, nem talheres, nem guardanapos... foi o verdadeiro almoço à marroquino. Era ver-nos no final a esfregar as mãos com as rodelas de limão que sobraram...







Posto o almoço passamos no Rick's Café (que estava fechado) e para incultos como eu é o café onde foi rodado o filme Casablanca. O café é muito famoso, mas aquela envolvência urbana não abona nada a seu favor: o porto, os bairros tipo favela, as obras... Tiramos a foto da praxe e fugimos de um autocarro de chineses que acabara de abrir portas. Literalmente fugimos!
Seguimos caminho para a Mesquita Hassan II, o templo mais alto do mundo e o segundo maior (a seguir à Mesquita de Meca). É das poucas Mesquitas mundiais que permite a entrada de não-muçulmanos. Mas, como o dia não nos estava a correr de feição, à hora que lá chegamos já não podíamos entrar pois ia haver reza. 
Fica a dica: visitar a Mesquita Hassan II da parte da manhã.
Aqui sim, o espaço era muito bonito, com o oceano a perder de vista e os milhares de lindos azulejos e padrões por todos o lado. Foi difícil tirar fotografias sem andaimes ou objetos das obras, mas acho que pelo menos duas fotos se salvam. Não nos demoramos muito tempo por lá, porque o vento estava insuportável.









Rumamos à medina e sinceramente o caminho até lá foi o mais emocionante que vi em Casablanca. Misturamo-nos com os locais (e éramos mesmo os únicos turistas) no meio de um mercado de rua, com muitos animais, hortaliças, peixe, muito lixo, muito barulho, mas absolutamente genuíno. E não senti que nos olhassem de lado. Aliás, foi a primeira vez que ouvi, diretamente para nós: 
Bienvenue, Welcome e Bienvenidos!





Ainda que as ruas fossem estreitas e escuras (atentem que o bom tempo não quis nada connosco) e as pessoas com aspeto esquisito, fizeram com que nos sentíssemos em segurança e bem vindos numa terra estranha.

Depois de atravessarmos a medina, termos comprado fruta para os próximos dias e palmières deliciosos a 10cêntimos, chegamos ao trânsito caótico de Casablanca. Passar a estrada numa passadeira com semáforos pareceu-me a coisa mais difícil do mundo. As regras simplesmente não existem e acho que isso tira beleza a qualquer cidade. Decidimos então voltar a Rabat, pois tínhamos feito check em tudo o que queríamos ver.

Resumindo: Casablanca não me fascinou. Não a achei bonita. Talvez quando as obras acabem as coisas se tornem um pouco melhores. 
Depois de Chefchaouen fica difícil gostar de qualquer coisa...


Alguém conhece Casablanca? Têm a mesma opinião que eu, ou tive azar?
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Alojamento: Riad Dar Saidi - 40€ por pessoa
Comboio Rabat - Casablanca (ida e volta): 4€ por pessoa - 1:15h

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Marrocos [parte 3]

Dia 2

O segundo dia em Chefchaouen foi passado fora da cidade. Tinhamos lido no Lonely Planet que a 1h de caminho (de carro) poderíamos visitar as Cascatas d'Akchour e a God's Bridge, uma ponte natural. Desde a povoação de Akchour caminharíamos para um lado cerca de 4h (ida e volta) para ver as cascatas ou 1,5h (ida e volta) para a Ponte. 
Lemos muitos comentários sobre estes locais, pelo que decidimos que primeiro iríamos às cascatas e depois, caso sobrasse tempo à ponte. Sabiamos que como era domingo havia possibilidade de haver sobrelotação de locals, o que se viria a comprovar...
Combinamos previamente com o nosso amigo um gran táxi para nos levar a Arkchour (sempre com o acordo prévio do valor da viagem) e bem cedo depois do pequeno almoço maravilhoso, servido no terraço, lá fomos. O tradicional: chá, panquecas marroquinas, sumo de laranja, pão, queijo fresco e doces.


O condutor convenceu-nos numa linguagem difícil de entender que ele viria de novo ao final da tarde para nos buscar. E ainda bem porque de outra forma seria muito difícil (e caro) o regresso. Mal chegamos, percebemos que o domingo é um dia péssimo para este tipo de atividades. Os marroquinos ao domingo juntam-se (novos e velhos, famílias e amigos) e basicamente fazem pic-nics na natureza. Levam batuques e outros instrumentos e vão a cantar enquanto sobem a montanha. Durante as duas horas de subida fomo-nos desviando das manadas que nos obstruíam o caminho e nos faziam ir literalmente "a pastar". Sempre que o caminho apertava ou tínhamos de passar o riacho (passámo-lo umas 7 vezes) a coisa complicava-se. Por vezes as pontes eram meros troncos de árvores, que só permitiam a passagem num sentido e entupiam o trânsito pedestre. Os tempos de espera foram muito chatos. Acredito que num dia de semana tudo seria mais tranquilo. As paisagens são lindas, amplas e verdejantes! Quem diria que Marrocos é tão verde! Eu tinha uma ideia completamente errada deste país.



Atentem bem neste vídeo. O meu desespero quando o rapaz que estava a ajudar a passar se vai embora antes de eu passar 😂😂😂


Depois de muito subir [e eu que achava que estava em forma] as minhas pernas já só se queriam atirar para o chão! Finalmente chegamos às cascatas! Que imagem linda! Não que seja gigante, mas a envolvência era toda muito bonita. Ficamos ainda algum tempo a contemplá-las.




 Quando chegamos de novo cá abaixo eram 16h. Não tinhamos almoçado e já não dava tempo para ir à God's Bridge. Decidimos comer num dos locais improvisados na beira da estrada e tivemos uma refeição maravilhosa, servida por um senhor que apenas falava árabe, mas que fez de tudo para nos agradar (desde os talheres, aos toalhetes de papel, aos guardanapos... sim que isso são coisas de turista...). Pagamos muito pouco por esta refeição. Rondou os 5€ por pessoa. Mais uma vez comemos tajine, o prato mais típico de Marrocos [que é basicamente um guisado de carne e legumes, feito nas tajines de barro, no carvão, com cozedura muito lenta]. Sempre acompanhado com pão, azeitonas e chá de menta.



 Passava um pouco das 18h e já achávamos que o taxista não viria, que o tínhamos entendido mal e iríamos ficar lá "para a semente". Quase já em desespero, eis que avistamos o senhor e começamos logo a esbracejar. 
Chegamos a Chefchaouen e era quase hora de jantar. Andamos o dia inteiro a pensar no couscous que encomendamos no restaurante do dia anterior. Disseram-nos que demorava 4h a ser elaborado... Azar dos azares, chegamos ao restaurante e apercebemo-nos que se tinham esquecido da nossa reserva. Pediram-nos tantas desculpas que acho que ainda fomos mais bem servidos que no dia anterior, numa mesa mais recatada e com o empregado sempre a vir ver se estava tudo bem e não precisávamos de mais nada.
Enquanto jantávamos caíram as primeiras chuvadas da viagem.


Tajines, guisados, humus de ervilhas, salada marroquina, sumos de laranja, azeitonas... A comida marroquina é boa, mas muito pouco variada. Ao fim de uns dias uma pessoa enjoa.

O dia seguinte ia começar cedo. 
Ao contrário da primeira noite aqui, não acordei com o chamamento para a reza, tal era o cansaço provocado pela subida às cascatas. 
Às 8h partia o autocarro com destino a Rabat, logo o pequeno almoço foi-nos servido às 7h, excepcionalmente a nosso pedido. Nunca subi tantas escadas e tão rápido, com o pequeno almoço aos saltos no estômago, uma mochila às costas e outra ao peito. Temi pela minha vida.
Felizmente o esforço compensou e chegamos a tempo de apanhar o autocarro.
Deixávamos para trás uma das cidades mais bonitas de Marrocos.

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Viagem de autocarro: empresa Supratours - 12€* por pessoa (Chefchaouen - Rabat - 4:30h)
* foi-nos cobrado no dia um suplemento pelas malas. Não me lembro quanto foi, mas também não foi nada de astronómico.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Marrocos [parte 1]

Há muito que esta viagem a Marrocos andava a ser planeada e a única coisa que tenho a dizer é que superou completamente as minhas expectativas, a todos os níveis! Quem acompanhou no instagram já foi vendo diariamente por onde andava, mas vou tentar fazer aqui um resumo escrito com algumas dicas para quem se quiser aventurar.
16 dias de viagem com passagem por várias cidades, uma ida ao deserto e a subida do Toubkal (montanha mais alta do norte de África) não é decerto a coisa mais fácil de planear, mas a minha amiga adora fazer isso e eu agradeço com a minha companhia.
Venham comigo!


Dia 0

Sexta feira à noite, chegamos ao aeroporto de Lisboa por volta das 20h, sendo que o voo era às 22h. Despachamos algumas das mochilas e dirigimo-nos para a porta de embarque. Azar dos azares o voo atrasou por causa do mau tempo e era quase meia noite quando deixamos Lisboa, rumo a Tanger.
Hora e meia e depois de muita turbulência (que quase íamos numa avioneta...) aterrávamos. Fomos dos últimos a sair do avião e quando entramos na gare da chegadas esperava-nos mais de 1h de fila da alfândega. Bem-vindos a África.
Depois de passada a alfândega o plano era seguir para o hotel, num Gran Táxi (um meio de transporte muito utilizado em Marrocos para viagens mais longas ou entre cidades. Basicamente, é um táxi com uma capacidade maior, que vai enchendo de pessoas e parte quando estiver cheio). Como éramos 5 + mochilas sabíamos que chegava para arrancarmos. Uma das coisas mais importantes em Marrocos e isto serve para a generalidade das coisas, é acordar previamente qualquer preço a pagar seja de táxi, de compras, de restaurante. A viagem até ao hotel não demorou muito e serviu para termos a primeira ideia do país. O motorista não falava inglês, mas dava uns toques de francês. Apressou-se a perguntar para onde íamos no dia seguinte e com alguma dificuldade conseguimos combinar hora e valor (700 dirhams) para nos levar de Tanger a Chefchaouen (+/- 3h de viagem), a primeira cidade que iríamos visitar.

As horas de sono eram curtas, mas ainda deu para discutirmos o plano para o dia seguinte, ferver água no fervedor pois já não tínhamos engarrafada para a manhã seguinte e tomar banho. O apartamento era bom, com áreas grandes e duas casas de banho. Não estava imaculadamente limpo mas fechamos os olhos a isso. Cumpriu o seu propósito.
Eram 5h da manhã e acordei sobressaltada com muito barulho, como se estivesse a haver ordem de evacuação da cidade. Aquilo ainda durou um bocado... Afinal era só o primeiro chamamento do dia para rezar na Mesquita, feito através dos altifalantes da torre da mesma. Percebi mais tarde que ia acordar muitas vezes às 5h da manhã com o chamamento...
Acordamos cedo e depois de comer o pequeno almoço que tínhamos trazido, saímos e lá estava a nossa voiture pronta para nos levar a Chefchaouen. E que luxo de carro!



Começava assim o primeiro dia da nossa aventura.

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Hotel Tanger: Appartement Hotel Rania (T2 - 17€ por pessoa)
Moeda: 1 MAD (Dirham) = 0,08953 EUR

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Coisas que ouço logo pela manhã e me fazem rir

Em conversa ao telefone:


Amigo PlayboyQue música estás a ouvir?

Daft Punk - respondi.

Amigo PlayboyTu tens mesmo bom gosto musical, só por causa disso até andava contigo.

Só por causa disso?

Amigo PlayboyNão. Também por causa dessa cara bonita... e desse rabo... e dessa pronúncia do norte... já são muitas coisas...

Ah ok.


(tenho aí uns updates de saúde pra fazer... mas não tenho tido paciência pra escrever sobre isso...)

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Solid Disaster Gold

Há 3 fins de semana que trabalho. Não custa porque é "pra mim". Só quem trabalha por conta própria percebe isto. As pessoas acham estranho que se trabalhe fora de horas, mas adoram dizer:

 "ah, mas tu fazes o teu horário, podes ir ao ginásio [ou a outro sítio qualquer] à hora que quiseres, podes tirar férias quando quiseres, podes..."

Claro que posso! É ótimo dormir uma hora a mais de manhã se tiver sono, é ótimo ir de viagem mais cedo se quiser, é ótimo ir de férias os dias que quiser... Mas gente, ninguém faz o meu trabalho! Não tenho a quem o deixar. E para ir ao ginásio em horário laboral é óbvio que vou ter de trabalhar à noite ou ao fim de semana. E mesmo que trabalhe os 5 dias da semana completos, se houver muito trabalho tenho que aproveitar o fim de semana. Se não entregar trabalho também não ganho dinheiro.
Ponto.

Toda esta introdução para dizer que fui para o norte na sexta à tarde. Logo, folguei a tarde. 
Tinha marcada uma reunião de trabalho, lá, sexta à noite e outra sábado depois de almoço. Na sexta à noite encontrei um erro no 3D de sábado que me custou a manhã inteira (sábado) a corrigir. Saí da reunião (com os clientes entusiasmados) eram 18h. 
Tinha um jantar marcado em casa de um amigo.

Começamos a comer acompanhados de uma garrafa de muralhas, que acabou nas entradas. O risotto, depois de muitos contratempos, ficou ótimo e começa-mo-lo a comer as 23h. Mais outra de muralhas. Nesta altura já a música ecoava alto e bom som na sala. Sobremesa: salada de fruta, que o obriguei a fazer para não quebrar o desafio do açúcar. A seguir uma vodka pra mim, duas pra ele. E depois ainda veio moscatel. Claramente já não estávamos com a saúde mental em condições, porque ninguém bebe moscatel depois de uma vodka.
Dancei até me doerem os pés.


Acordei no dia seguinte e o meu telemóvel não estava a funcionar bem. O touch simplesmente não funcionava na parte de baixo do ecrã... Tinha mudado a película há 2 semanas e estava toda estraçalhada

Mas que raio aconteceu aqui? - pensei eu.
Mandei-lhe mensagem a dizer que tinha o tlm meio avariado.
"Pois, eu acho que o pisaste ontem a dançar... mas não tenho a certeza que não me lembro bem".

Depois de um dia a ditar mensagens ao telemóvel, porque não as conseguia escrever, fui à loja que me colocou a película. "Ah e tal, a película está toda partida, tem duas semanas...e não está a funcionar bem... não sei se é disso..."
O rapaz arranca-me a película.
Morri.
Ecrã partido de um lado ao outro.

"Não sei como fiz isso!" - menti com os dentes todos.
"Às vezes acontece com as chaves na mala" - disse-me o inocente do rapaz.
"Pois, deve ter sido isso..."


Continuo a mesma destrambelhada de sempre.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Piadas que me fazem rir



Ontem estava à conversa com dois amigos mais velhos.
Estávamos a falar da barba e cabelo brancos deles.
Num tom de gozo eu disse:

"Eu, por acaso, não tenho nenhum cabelo branco."

A resposta foi:

"Pudera, o teu cabelo só tem 2 anos!"

Impossível não rir muito.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Mimos via correio

Mal cheguei do Porto, fui à caixa do correio e tinha duas surpresas.

Uma não era assim tão surpresa, pois era a t-shirt dos Flexduo que tinha mandado vir. Para quem não conhece trata-se de um casal que defende a prática da dieta flexível aliada à prática de exercício físico ao invés de dietas restritivas. É composto pelo Pedro e pela Emy, a sua namorada, muito desbocada mas com muita piada. Gosto deles, encaixo-me no conceito e por isso quis fazer parte da "equipa". A Emy escreveu-me essa carta que adorei enviando juntamente com um kinder bueno... 
Para conhecerem mais sobre este conceito e sobre eles vejam os vídeos no youtube:

Flex Duo 




A segunda surpresa, ou seja, a única verdadeira surpresa foi ter um postal da querida Sofia, que participou do desafio fit com um convite e um presente especial!
Um convite para a visitar em Aveiro :) oh Sofia ao tempo que eu não vou a Aveiro!! Passei lá férias uns anos e sou a maior fã de ovos moles e tripas de ovos. Tenho de pensar em voltar! E assim que saiba é óbvio que falarei contigo!
Além disso, e aproveito para te agradecer (demorou mas não me esqueci) os marcadores de livros que me enviaste para a minha coleção! Muito obrigada de coração.

Não posso deixar de salientar que o desafio fit além de ter sido muito fixe ainda nos fez conhecer melhor umas às outras permitindo esta troca muito boa de mimos entre nós.
Um beijos Às miúdas fit!

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta Cidade do Porto

Aproveitando o fim de semana prolongado do 5 de outubro e o facto de não ter tido férias "grandes", rumei ao Porto, com amigos, para lhes mostrar como a cidade está tão diferente, comparando com o Porto de há 10 anos atrás.
Para mim o Porto vai ser sempre uma das minhas cidades. Agora que me ponho a pensar, já vivo há mais anos em Lisboa (8) dos que os que vivi no Porto (5). 
Quando deixei o Porto, corria o ano de 2009, ainda não havia turismo, ainda não havia o desenvolvimento hoteleiro e de restauração, muito menos a movida que agora existe na baixa portuense.
À noite o Porto era deserto, a ribeira era perigosa.
Felizmente, e com ajuda de algumas variantes, o Porto mudou.
E mudou, a meu ver, para (muito) melhor!

Como sempre fiquei em casa de uma grande amiga, que sempre é a forma de a ver e passar algum tempo com ela e ao mesmo tempo poupar mais.
Aproveitei a ida ao Porto para me aculturizar gastronomicamente e é isso que vos vou mostrar:


Brick: um dos sítios que mais queria experimentar e que, tirando a espera que foi grande, compensou muitíssimo! A comida é realmente boa e só de olhar para as fotografias já comia tudo de novo. Bom sítio para ir sem pressas. Aquela carninha no pão... de morrer e chorar por mais.






Rota do Chá: uma casa de chá com um estilo muito oriental, que já conhecia na Rua Miguel Bombarda, mas onde gosto sempre de voltar. Tem um lindo jardim ótimo para beber um chá e relaxar. Cuidado ao sair para não irem ter diretos à cozinha... ups...



Hotel Premium Porto Downtown: Andamos algum tempo à procura do hotel, pois sabíamos que tinha um terraço com vista a 360º. Estava fresco e por isso estivemos sozinhos no terraço. Aproveitamos para pedir um pica-pau, que estava muito bom, e beber umas cervejas.



Diplomata: mais um local ideal para brunch. Tínhamos lido que eram experts em panquecas e quisemos ter a certeza. Como costuma ter muita gente fomos cedinho, mal abriu. Éramos 8 à mesa e não houve uma pessoa que não adorasse. Pode escolher-se desde a massa das panquecas, à fruta, iogurte e toppings. Basicamente tudo! Há menus de brunch e o preço é muito bom!




Espaço Porto Cruz: mais um terraço de ida obrigatória, com a deslumbrante vista de Gaia para o Porto. Como o nome indica é dedicado ao vinho do Porto, que eu adoro e bebi (sim, há para várias preços) mas há também outro tipo de bebidas. Vi um dos pores do sol mais bonitos de sempre, com vinho, amigos e o meu Porto no fundo.

Foto by Agnieszka Olesiewicz


Francesinha Caffé: por fim, e como não poderia deixar de ser, a bela da francesinha, num sítio recomendado por um portuense. Levei os lisboetas a comer francesinhas e adoraram. É um simples café, mas que só serve francesinhas e pregos. Eram boas. E comi a minha toda!




Miss'Opo: último almoço antes de zarpar para Lisboa. Adorei o espaço, acho que foi uma maneira muito inteligente de tornar um espaço descaraterizado num espaço com caráter, juntando o antigo e o novo. A comida é boa, mas (aqui há um mas) para a quantidade pareceu-me caro demais, especialmente comparando com os outros locais. Tem uma loja ao fundo e algumas mensagens (pouco púdicas) nas paredes.






duas dentadas de bolo não é...

Quem é que ainda não foi ao Porto nos últimos tempos??
Acho que está na altura...


(foi preciso um serão sozinha em casa para acabar este post... shame on me)