Tinhamos que estar no Coliseu dos Recreios às 21h.
Rhodes abriria o concerto e logo a seguir viria o Hozier.
Mr. Pannacotta já tinha avisado que só conseguia aparecer às 20h pra jantar, logo, à partida sabíamos que ia ser uma corrida contra o tempo.
(Ele, por norma, é pontual. Por norma...)
Marquei mesa no
Rubro, há-de ser sempre a minha arma, só porque gosto mesmo muito de lá ir. Gosto da comida, gosto do atendimento, gosto do espaço. O preço é discutível, mas arma que é arma é apontada à outra pessoa e por isso não costumo pagar... (devo-vos sinceridade acima de tudo).
Tinha marcado o ponto de encontro na esquina da Av. da Liberdade, às 20h. Acordei com o empregado do restaurante que entrávamos às 20h e saíamos antes das 21h, logo o serviço teria de ser rápido. Juro que nem me reconheço, ainda há pouco tempo tinha vergonha de falar ao telefone...
Meia hora antes do combinado, o homem, já me estava a avisar que estava atrasado.
Eu sou a maior stressada das horas à face da terra, que o confirme quem me conhece pessoalmente.
Achei que o homem ainda estava pelos confins da margem sul, algures na ponte 25 de abril, preso no trânsito, ou em Setúbal, como é costume...
Pensei em desmarcar o restaurante, enquanto fazia tempo na baixa-chiado.
"Calma, estou na Almirante Reis." - disse-me isto às 19.45h.
Eram 20h e eu estava no sítio combinado.
Mensagem do homem a pedir o nome da rua e número do restaurante, pois estava no táxi e era mais fácil ir direto.
Chego à porta do restaurante, nova mensagem, eram 20.10h.
" Entra e vai pedido. É melhor..."
Mais uma vez não me reconheço.
Sou uma mulher nova.
Sou desenvencilhada.
Entrei.
Pedi.
E sorri.
20.15h chega o senhor.
Só assim para começar levou um beijo de rajada.
A comida, como sempre, estava muito boa.
Bebemos um rosé fresquinho para apagar o fogo.
Saímos quase Às 21h e voamos pela Rua das Portas de Santo Antão.
Rhodes já estava a tocar, logo, e para responder ao
Anfitrião de Lisboa, não havia fila de catraias à porta. Depois de uma ginginha, uma cerveja e um martini entrou o Hozier.
Ahhhhh! Eu gostei tanto do concerto! Não sei se da música se da companhia.
Dancei tanto, ri tanto, cantei tanto! E mais não digo... imaginem. Coisas boas.
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| mr. Hozier |
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| :D |
Depois do concerto fomos ao
Primeiro Andar. Já tinha ouvido falar dele.
Dentro de uma antiga associação, no meio de grafitis, com uma decoração retro hipster, bom ambiente, um antónio variações na parede... não se descreve. Vai-se lá e pronto, é o melhor. Ainda dá acesso a um terraço, com outro bar e a uma sala enorme onde estavam a dançar forró, se não me engano, mas pagava-se para entrar.
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| Entrada para o Primeiro Andar |
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| Porque não? |
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| Gimno do Primeiro Andar |
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| Gimno do Primeiro Andar |
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| Vista para o Politeama |
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| Não fui à casa de banho mas diz que é artística... |
Do Primeiro Andar fomos ao
Red Frog, um bar de cocktails, na Av. da Liberdade, muito ao estilo dos bares americanos, escondido numa cave, com campainha para entrar e uma sala secreta. Bom ambiente outra vez. Gostei muito do meu cocktail, do dele, nem por isso. Mais uma vez, não há nada como experimentar.
Depois só fomos mais ao Cais do Sodré ter com amigos.
E o senhor levou-me ao táxi depois.
Muito cavalheiro.