quinta-feira, 17 de maio de 2018

Não sei se ria, não sei se chore [cenas hilariantes da minha vida]

Antes de ir de férias, umas semanas antes, plantei tomates cherry, de umas sementes que sequei no verão passado. Tinham sido de uns tomates caseiros que me deram e que eram tão bons que resolvi guardar as sementes, na eventualidade de me estrear como agricultora de varanda.

Sabia que era por volta de fevereiro que se plantava, mas só me lembrei já no final de março. Consultei na internet e percebi que ainda ia a tempo. Siga! Plantei e nem me lembrei que a 20 de abril ia pra Marrocos e ia deixar os meus rebentos sozinhos tantos dias.
Vai daí, nomeei duas pessoas (além da minha empregada) para me virem cá a casa regar os ditos cujos. Tudo corria bem, à excepção da empregada me ter faltado à primeira rega e por isso ter tido de pedir aos reforços uma substituição.


Um dos reforços é um amigo meu que se auto-intitula de psicopata e doente mental. Eu diria mesmo que ele é só ninfomaníaco.
E de onde é que eu conheço tal ser? 
Ora bem, corria o ano de 2010, meu primeiro ano de Lisboa, onde vivi numa casa com mais 6 miúdas. As princesinhas do Salitre, como gostávamos que nos chamassem. Duas delas eram italianas (estas) e portanto vivi esse ano como se fizesse erasmus em Lisboa, com elas. Numa noite de junho, está agora quase a fazer 8 anos, numa saída, conhecemos um comissário de bordo. Na altura rolaram uns beijinhos, mas com tanta volta e viagem desta vida nunca houve mais nada. 
Ao longo destes 8 anos fomos trocando mensagens esporádicas. Fomos sabendo mais ou menos da vida um do outro e chegamos a ir tomar uns cafés... Na verdade já não o via pra'i há 2 anos quando resolvemos marcar novamente um encontro. Fomos lanchar só isso!
Resumo desta conversa toda: farto-me de rir com a maluqueira dele, tem-me feito companhia quando não tenho que fazer e eu a ele quando voa para o estrangeiro e não tem com quem falar. 


  Quando lhe pedi para regar o tomateiro pensei que ele seria capaz de o fazer sem provocar o caos. Só que não.
Estava eu em Marrocos e recebo mensagem da minha empregada. Dizia assim:

"Olá L. das Horas fiz a sua cama de lavado, estava lá um papel escrito, voltei a lá pôr. bj"

Imaginando o pior cenário possível respondi:

"Olá! Fez bem! Não faço ideia o que era, mas imagino que tenha sido o meu amigo que me vai regar os tomates que o tenha deixado... e de certeza que é uma parvoíce qualquer que ele não tem muito juizo. Eu só volto no próximo domingo. Obrigada! Beijinhos"


Só para concluir este assunto, óbvio que o bilhete continha teor pornoerótico...

5 comentários:

Anaa disse...

Ri mais do que devia com esta história, todos os detalhes são incríveis :P

Love Adventure Happiness disse...

Questão importante, e os tomates?

A Extraterrestre disse...

Lol, muito bom. Também conheci um comissário de bordo há uns anos valetes, e confirma se, são, vá diferentes...

Pois e os tomates sobreviveram??
**

a n a a r q u i a disse...

a empregada é a única que näo ficou curiosa com o bilhete.
mas e os tomates?

Coquinhas disse...

LOOOOOL muito bom :x