terça-feira, 8 de maio de 2018

Marrocos [parte 2]


Dia 1

Depois de quase 3h de viagem fomos deixados onde pensávamos ser a Porta da Medina Bab el Maharoc (Porta Queimada), local onde nos encontraríamos com a pessoa que nos ia receber na Casa la Palma. Depois de alguns telefonemas, em inglês, percebemos que não estávamos na porta certa e que também não estávamos a conseguir ser entendidos. Meia hora após termos chegado, decidimos aventurar-nos pela Medina e tentar chegar ao hostel. Estávamos tão carregados! Trazíamos roupa quente demais para o sol que fazia e nos batia de chapa visto ser hora do almoço. Subimos muito, quais burros de carga (nunca uma expressão viria a ter tanto significado como nesta viagem), deslumbrados pela cidade azul. Fomos vendo os recantos que havíamos visto espalhados pela internet sempre que a palavra de pesquisa era Chefchaouen.
Gostava de ter contado o número de degraus que subi durante a estadia nesta cidade. Brincávamos dizendo que estavamos a trabalhar pernas e glúteos, mal sabíamos o que ainda estava para vir...
Chegados ao hostel percebemos que o "nosso amigo" falava espanhol e não inglês. Daí a dificuldade de entendimento. Foi-nos servido um chá e uns bolinhos, que mais tarde percebemos que é o modo de nos darem as boas vindas. Estávamos tão exaustos que veio mesmo a calhar. Feito o check-in seguimos para os quartos. Um duplo e um triplo, com i.s. privativa. Ficou combinada a hora do pequeno almoço no terraço, que como estava bem no alto da Medina tinha um vista brutal, e ainda nos foram dadas algumas dicas de onde comer, o que ver, onde ir. É sempre bom ter uma ideia prévia (lemos o guia do Lonely Planet de fio a pavio) mas as dicas dadas pelos locais complementam sempre a experiência.







Como era hora de almoço, seguimos a orientação do amigo marroquino e procuramos um restaurante menos turístico que ele nos indicou o Beldi Bab Ssour, que literalmente adoramos e por isso decidimos que o jantar da noite seguinte também seria lá, para podermos provar o couscous que só podia ser comido com reserva prévia. O atendimento foi excelente, a comida também e no final deu menos de 10€ a cada um. Depois de almoço deambulamos pelas ruas da Medina, para fazer tempo para entrarmos no Kasbah que só abriu às 16h, se não me engano. De repente diz uma das minhas amigas "olhem, aquela ali não é a Débora?", e não é que era mesmo outra amiga nossa?! Incrível que não a via há longos meses em Lisboa e fomo-nos encontrar ali! Na verdade a cidade é tão pequena que nos encontramos mais umas 4 vezes no mesmo dia.
Vistas da Kasbah:



A partir deste momento começamos a ser perseguidos pelo mau tempo, um pouco por todas as cidades onde fomos...
Depois da Kasbah seguimos para umas cascatas (nada de especial e cheias de locals...) que ficavam no caminho para a Mesquita Espanhola, que se situa no cimo de um monte oposto à Medina e de onde se pode ser um pôr do sol muito bonito. Chegamos lá, sempre a subir, mas havia tantas nuvens que não houve pôr do sol em condições. Mas houve fotos muito, muito bonitas.


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Hotel: Casa la Palma - 22€ por pessoa
Restaurante: Beldi Bab Ssour - menos de 10€ por pessoa

p.s. - trouxe um lindo marcador de livros daqui.

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