quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Ego, rabo, bolo e corrida

Há mais de dois anos que não ia a uma esteticista profissional. Digo profissional, porque por norma a esteticista sou eu e diga-se, de profissional não tenho muito...
Não sei se é desleixo ou preguiça, talvez pela minha esteticista de sempre (vá, desde os 12 anos) estar em Viana, mas vou remediando eu. 

Acordei cedo no sábado para literalmente ir sofrer, mas as pernas lisinhas, lisinhas compensam o sofrimento. Conversa daqui, conversa dali, sempre ajuda a não sentir a dor, vira pra um lado, vira para o outro... e de barriga para baixo.

Uns minutos depois de estar voltada para baixo a esteticista diz:

"Oh Ldashoras tu tás com um rabo tonificado!"

Eu ri-me. E ficou aquele silêncio estranho.
E ela volta a dizer:

"E olha que eu farto-me de ver rabos aqui, mas assim como o teu não tenho visto!"



E depois do bolo todo que comi no sábado e domingo, hoje de manhã fui correr.
O pior de tudo é que tenho bolo para a semana toda...

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Piadas que me fazem rir



Ontem estava à conversa com dois amigos mais velhos.
Estávamos a falar da barba e cabelo brancos deles.
Num tom de gozo eu disse:

"Eu, por acaso, não tenho nenhum cabelo branco."

A resposta foi:

"Pudera, o teu cabelo só tem 2 anos!"

Impossível não rir muito.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Top das etiquetas (ou hashtags...)

                                                                                                                                                                                                                                                                     É bom ver, que a minha vida é pautada por coisas banais do dia-a-dia, que o amor está muito em foco, que o fitness está no top 4, que a felicidade vem logo a seguir e antecede Lisboa e que o pequeno verme começa a descer e espero que desça até ao final da tabela. E a seguir vem as fotografias que tiro quando estou bem disposta, com as minhas amigas, nas festas e nas viagens. De vez em quando penso em trabalho (esta não é verdade, que desde que temos a empresa o trabalho está sempre no topo das preocupações) e futilidade há com fartura. Presentes podia haver mais e compras também. Mas fica para outra altura, quando for uma empresária rica.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                         Ainda assim, estou muito satisfeita com a ordem das coisas neste blogue.                                                                                                                                                                                                                                                                                Neste blogue meio morto, meio vivo.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Esperar o inesperado

Sábado à noite recebo a seguinte mensagem:

"Amanhã de manhã queres ir correr? Vou de comboio até Belém, vamos até ao Cais do Sodré. Traz o passe para depois voltares para trás."

No meio de tanta inércia, mantas e sofá lá disse "que sim".
Eram 8.20 de sábado e o despertador tocou. Ainda demorei meia hora a levantar-me para ir fazer uma mega panqueca com banana, que saiu completamente despedaçada mas boa.
Eram 9.30 e estava pronta para sair. Nessa mesma altura recebi mensagem a dizer que havia atraso e voltei a enrolar-me na manta e no sofá.
10.15 e estava a descer rumo a Belém. 
Pouco depois das 10.30 já estávamos a correr lentamente, com conversa disto e daquilo, que a minha amiga gosta de correr mas é para conversar. Então, claro, vamos devagar.
Chegamos ao Cais do Sodré (6km) e eu nem dor nas pernas tinha. Sentia-me bem. Corremos até à Ribeira das Naus, mas ela ficou com dor de burro e então caminhamos até à Praça do Comércio.
Dei-lhe as chaves de casa e o passe, que tinha guardado e disse:

"Olha, eu ainda estou bem (há que aproveitar quando estou bem a correr) por isso vou mais um bocadinho para trás a correr, tipo 2km e depois apanho autocarro."

E fui.
Um pouco mais rápido do que o que íamos, mas nada de mais. Senti a dor atrás do joelho direito que me tem chateado. Pensei no que o treinador me disse "levanta mais os joelhos, mesmo que te pareça estranho de inicio", e tentei. Passado uns minutos a dor tinha desaparecido. Acho que tenho de fortalecer estes músculos traseiros do meu joelho...

Estava mesmo a sentir-me bem.
Ao tempo que eu não me sentia bem!
Ao tempo que não estava sozinha, com a mente descansada e livre. 
Ia sorrindo aos corredores e ciclistas que iam passando (a gente arregala um bocado as vistas quando vai correr... não é?) e fui correndo... correndo... Já tinham passado 2km e eu estava bem.
Continuei.
Pensei "agora corro até ao pilar da ponte 25 de abril". 
Mas cheguei ao pilar e estava bem! Pelas minhas contas já devia estar por volta dos 10km. Passou-me pela cabeça que se calhar era o dia ideal para passar os 10km. 
Eu nunca tinha corrido mais que 10km.
"11km era bom - pensei - mas já que estou aqui corro até ao ponto inicial."

Quando cheguei à Estação Fluvial de Belém olhei para os kms. 11.5km... E claro, por 500m não ia deixar os 12km fugirem.
Foi só mais um bocadinho.
E eu estava bem.


Nunca tinha corrido tanto tempo seguido, nunca tinha corrido sem que isso fosse um sofrimento mental, em que luto contra a vontade de parar. Ir com companhia ajudou. Se estivesse sozinha muito provavelmente não teria ido, ou então ia e fazia 5km...
Mais 20min. de caminhada e estava em casa, pronta para alongar, tomar banho e almoçar.



A mente tem destas coisas, quando menos se espera chegamos mais longe. 
Bloqueios vão e vem, mas o nosso bem estar depende de nós. 
Ainda estou numa fase esquisita de transição, entre o prazer de estar sozinha e o medo de me tornar uma pessoa solitária.


Mas, para já, sinto-me bem.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Fazer o bem, receber o bem (karma)

Como há algum tempo que me sinto paranóica eu e o meu médico decidimos que de 3 em 3 meses faríamos um qualquer exame dentro do leque que podemos fazer, só para ir fazendo coisas.
No meu dia de anos (dezembro) fui a uma das muitas consultas com ele e recebi a notícia de que a tac tinha revelado um quisto no ovário esquerdo com 5,5cm.

Olhei para ele e perguntei:
"Há razões para me preocupar e chatear?"

Disse-me que achava que não. E como achar não basta mandou-me fazer uma ecografia.
Foi ontem.


Ontem de manhã, enquanto esperava uma pessoa no Rossio, fui abordada por um sem-abrigo. Disse-me que não tinha casa, vivia num carro abandonado, perto do hospital de S. José (o meu). Rápido respondi que não tinha dinheiro comigo (digo sempre, independentemente de ter ou não) e por isso não podia ajudar. Mas o senhor insistiu e disse que não tinha que ser dinheiro. Voltei a responder que não tinha nada para comer comigo. Mas ele, voltou a insistir. Olhou para a Pastelaria Suiça e disse "pode ser um pão com manteiga".

Pousei a mochila, tirei a carteira e disse "venha lá então comigo que eu compro-lhe um pão com manteiga". Abri a carteira e não tinha dinheiro. Perguntei à empregada se podia ser com cartão. Podia. Peguei no talão e dei ao senhor, para pedir ao balcão.

"Obrigada e muita saúde!"

A frase ecoou-me cérebro a dentro. 
É tudo o que eu preciso neste momento.

...

18h e estou a fazer o exame.
O quisto afinal não é tão grande (raio da tac que não é muito preciso) tem 3cm e tal. Aconselharam-me apenas a controlar de 3 em 3 meses.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Para bom entendedor...


Mais um ciclo, mais um fim.

(estou pronta pra começar a receber mensagens no tlm...)