sábado, 14 de outubro de 2017

Bush Bush Bush


Os Bush fizeram parte da minha adolescência, desde o Everything Zen , ao conhecidíssimo Swallowed ou ao mais recente The People That We Love. Marcaram-me e durante muito tempo ocuparam (ou ocupam) o meu top 5 de bandas. Corria o ano de 2002, na flor dos meus 16 anos fui vê-los ao Festival de Vilar de Mouros. O Gavin Rossdale passou diretamente das portas do meu armário para um palco em frente aos meus olhos. Lembro-me que gravei algumas músicas no meu telemóvel da altura, com a funcionalidade "gravação audio". A malta mais nova já nem sabe o que é um telemóvel sem imagem... só com pixeis a preto e branco...
Adiante.
Há uns 2 meses passei em frente ao Coliseu dos Recreios e vi um cartaz a anunciar que vinham cá.
Nem sequer ponderei comprar, mas fiquei a pensar naquilo. Gostava de ir.
Como o Mr. me faz as vontades todas (sou altamente mimada às custas dele), há 2 semanas apareceu-me com bilhetes comprados para o concerto.

O concerto foi na quarta feira.
Como a sala do coliseu não é muito grande e também não estava a abarrotar, deu para ficarmos bem lá à frente, pra'i a uns 10/15m do palco. Adoro concertos no coliseu pelo facto de o piso ser a descer e facilitar imenso a visualização. Além disso, sou assim para o alta e vi o concerto todo sem ninguém a tapar-me a vista.
Dancei, cantei, fiquei babadíssima com o Gavin. Continua lindo de morrer (embora já não ande pelas portas do meu armário), jeitosão e enérgico. Até fui pesquisar a idade do homem. 51 anos minha gente! 51 e continua assim... não hei-de eu estar velha...


A certa altura o Gavin sai do palco e decide começar a andar pelo meio da multidão. Literalmente no meio da multidão, com os seguranças sempre atrás dele a garantir que ninguém amarrava o homem. 
Eu sou tímida.
O Mr. só me dizia "vamos! vamos tentar chegar a ele!" Não precisamos de nos mexer muito porque ele acabou por passar mesmo ao nosso lado. 
Tive o meu momento teenager. Estiquei o braço e agarrei-lhe um bícep, todo suado.

Eu agarrei o bícep do Gavin!

Os momentos seguintes fiquei a assimilar o que tinha acontecido. Tinha estado a menos de 1m dele e tinha-lhe posto a mão. Ao menos não chorei como um rapaz que estava atrás de mim, com uns 30 anos e com lágrimas a cair... A mim só me deu vontade de rir dele.


E depois destas fotos que tiramos deixo-vos a Glycerine tocada quase toda num solo. Linda de morrer.


E a The People That We Love, com pouca qualidade mas que mostra o quanto ele dançou. By the way, descobri que temos uma forma de dançar muito semelhante.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Juntos somos mais fortes


Entramos no Outubro rosa.
Serve, na maioria dos casos, para nos lembrar de que temos que fazer prevenção do cancro da mama. Digo na maioria dos casos, porque no meu caso, só me relembra o que passei e cada vez tenho mais medo e mais certeza que não quero passar novamente pelo mesmo.
Parece que na altura custou menos do que o que acho que custa agora. É estranho mas é assim.

Acabei de receber um mail da Mango, a dizer que lanço uma coleção alusiva ao tema e que os fundos revertem 100% (sim, 100, não 5 como na maioria dos casos) para a Fundação Fero, que desenvolve investigação oncológica.

Tinha tudo para ser espetacular, mas pesquisei a tal fundação no google e nada... não aparece nada, nem sequer parecido. Fico a pensar se será verdade... é estranho, não é?
Se for a uma loja ainda tento saber...



 

p.s. - chego à conclusão que não sei pesquisar no google. 
Obrigada Vera e N. por terem tornado isto credível!