quarta-feira, 26 de julho de 2017

Se virem alguém com ele, atirem tomates

Por acaso não tinha dito que queria comprar um fato de banho (ou triquini ou coisa do género)?
Pois não disse mas, entretanto, até já comprei.
Comprei-o pra'i há um mês, mas na verdade deixei-o cá por casa, com a etiqueta para me habituar à ideia. É da Oysho e foi barato (nada de mais de 100€ que é o que mais se vê neste mundo dos fatos de banho...) mas tenho a perfeita noção que metade da Costa da Caparica é capaz de o comprar também.
Se são minhas amigas não o comprem ahahahah!

nota: é muito mais bonito ao vivo. É muito mais bonito em mim.
Por acaso achei que toda a gente ficou a olhar para mim no sábado passado na Costa...




A minha mãe vestiu-o e queria que lhe fosse comprar um igual.
Mostrei-lhe que lhe era grande pois quando se baixava ficava com as maminhas ao ar. E ela mais pequeno também não quis. 
Menos uma! eheheh

segunda-feira, 24 de julho de 2017

A Maria não deixa


E porque há muito tempo que não partilho um restaurante aqui vai mais um onde fui ultimamente e que sem saber ao que ia me surpreendeu pela positiva.

Foi num dia de semana, tínhamos um amigo que está em Moçambique cá, trouxe-nos a namorada (e noiva, soubemos depois) para conhecermos e queríamos algo simples e não muito caro.
Alguém encontrou o "A Maria não deixa" pelo Zomato e decidimos experimentar. Tem uma pontuação de 4.0 (com 173 votos).
Fica na zona do Cais do Sodré o que dá um jeito enorme para depois se ir beber um copo (o que não foi exatamente o caso, porque estamos a ficar velhos e à semana toda a gente quer ir descansar).

É um restaurante simpático com uma decoração simples, fruto de uma remodelação que não quis ser muito evasiva. As vigas, tubagens e cabos elétricos estão à vista, o chão é nú e nas paredes há pinturas sobre Lisboa.
É um restaurante de petiscos (como muitos em Lisboa) mas que me satisfez muito pela qualidade da comida, pelo atendimento e pelo preço. Não é fácil encontrar sítios baratos, com boa comida e atendimento atencioso.

Comemos um pouco de tudo, desde croquetes de atum, alheira e bacalhau, ovos rotos (que eram diferentes do comum), fritos de Setúbal (que para quem gosta dos de Setúbal estes não são tão bons), bochecha estufada, pimentos padrón, tábua de queijos, salada de polvo... estava tudo bom. Adorei os croquetes e a bochecha, logo eu que não sou muito de carne.

Fotografias não tirei que o espaço está à média luz e o meu telemóvel pra isso não serve.
Fui buscar umas ao facebook deles que acho que ilustram bem. 





Quase um ano depois (e um viva ao ikea)

Há umas semanas atrás fui de fim de semana ao norte. Cheguei com os meus pais no domingo à noite a Lisboa, entramos e casa e o Mr. aparece para nos receber com um sorriso comprometedor. 

Entro e vou deixar os sapatos nas sapateiras da despensa. Olho para as prateleiras e trás! Uma garrafeira nova, numa das prateleiras. É verdade que não tinha muito jeito termos as garrafas amontoadas umas em cima das outras, sempre na eminência de escorregarem... mas eu tenho andado tão poupada que tenho comprado zero coisas para a casa.


Nisto, vou à varanda apanhar a roupa do estendal e qual não é o meu espanto quando percebo que temos o jardim vertical que tanto queríamos... já com plantas aromáticas e catos. Já o tinha visto no ikea e aviso já que agora já está a 50%.
Mr.Pannacotta sempre com aquele sorriso comprometido. Não pode ficar um fim de semana sozinho que traz o ikea todo para casa.



Pego na mochila do portátil e vou para o escritório. Entro e "uma estante nova com dossiers!", e ainda uma base para o portátil, e ainda um candeeiro (que era a única divisão que ainda não tinha) e ainda um porta lápis (que o homem abriu uma das gavetas da secretaria e teve um colapso). Mas eu juro que sei tudo o que lá está dentro... além disso ainda me colou a tripla na lateral da mesa e acabaram-se os cabos todos pelo chão... 
"Mr.Panna espero que não tenhas comprado mais nada. A sério, isto é imensa coisa, gastaste imenso dinheiro..."





E depois vou ao nosso quarto para vestir o pijama e o fofinho tinha comprado uma mesinha de cabeceira para ele, que não tarda faz um ano que está a morar cá em casa e ainda tinha que por os lenços entre o colchão e a cabeceira da cama... impossível reclamar não é? Além disso ainda veio um candeeiro de mesa que também não tínhamos...



Em termos de arrumação a casa melhorou muito e não gastamos rios de dinheiro.
Tudo muito clean, tudo muito simples.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Angel

Há bastante tempo que me distanciei das coisas que me lembravam constantemente do cancro.
Parece frio da minha parte, mas foi a forma que arranjei de me proteger.
Pensar muitas vezes nisso fazia-me mal. Por isso, talvez há já 2 anos que retirei as notificações do grupos a que pertencia no facebook e tirei também as notificações de uma rapariga, com quem falei diversas vezes, mas que o seu cancro tinha voltado e muito resumidamente seria muito difícil de vencer. Lembro-me de uma das últimas vezes que falei com ela, ela me ter dito que estava a fazer um tratamento experimental.

Tinha uma especial admiração por ela, porque soube encarar a doença e muito mais difícil soube viver com ela, durante anos sem nunca perder o sorriso tão dela e a boa disposição. 
Hoje lembrei-me dela, como em tantas outras vezes me lembro.
Fui ver o seu perfil.
E apanhei um choque.

Ainda no início do ano lhe dei os parabéns e já fez 2 meses que a Dora nos deixou.

Chorei durante meia hora.
Estou a escrever isto e tenho lágrimas a cair.
Não a conheci pessoalmente, mas acompanhei a luta dela por algum tempo. Falei com ela e ela incentivou-me sempre a não pensar no assunto e seguir em frente. A viver a vida o mais e melhor que conseguisse sem deixar "coisas para amanhã".
Sinto-me verdadeiramente triste.
Onde quer que ela esteja espero que esteja em paz e deite um olhinho por nós.



E nestes momentos sinto-me também muito fútil por pensar em ter um corpo invejável para o verão, fruto das horas que passo no ginásio, em andar a fazer pole dance, em estar preocupada com as unhas dos pés que nunca mais recuperaram e estão feias e os pelos grossos que me nasceram no queixo porque tomo uma quantidade brutal de hormonas... Por estar preocupada com o que vou postar no instagram ou o que vou vestir amanhã porque tenho reunião de condomínio.

A minha vida preenche-se com futilidades, é verdade.
Mas talvez seja isso que me faz andar para a frente e não pensar nas coisas más da vida.

Poledance?! Ah é verdade...

Depois de já ter experimentado em Amesterdão, com a Vera do Love Adventure Hapiness, fiquei com um sentimento agridoce em relação ao Pole Dance.
O aquecimento custou-me imenso, porque a minha flexibilidade nunca foi melhor que hoje, mas continua pelas ruas da amargura, e isso dificultou-me a tarefa.
Nunca tinha pensado em experimentar mas a Vera desafiou-me e no final (depois de ver os vídeos que fizemos) até achei que não era péssima como eu tinha imaginado. Ainda assim, cheguei ao final da aula sem perceber bem a relação a ter com o varão (juro que tem que haver uma relação) mas com vontade de continuar a tentar as posições que tinha aprendido.


Em Lisboa, tenho uma amiga que faz Pole há algum tempo e disse-me que ia fazer um workshop... Nem liguei. Mas, as minhas primas começaram a pensar em ir e a literalmente chatear-me para ir também. 
Resultado: Fomos as 3!

Já fizemos 3 aulas, falta uma para o final do workshop.
Nunca, mas nunca pensei em conseguir fazer o que já tenho feito. 
Continuo a sofrer no aquecimento, já chego com as mãos ao chão, mas abrir muito as pernas continua a ser doloroso. Sou presa, mas vou continuar a tentar.

Aula 2


Aula 3

Não deixem de perseguir os vossos objetivos, independentemente de demorarem mais ou menos tempo a lá chegar. Somos todos diferentes e cada um tem o seu ritmo. A persistência é a chave para o sucesso! 



p.s. - para o caso de alguém querer experimentar o workshop é Dance Factory Studios em Campolide (e eu ganho zero pela publicidade).

terça-feira, 18 de julho de 2017

E vão 3


"Há 3 anos atrás comecei a caminhada do #byebyecancer quando fiz a cirurgia de remoção de um tumor maligno mamário, grau 3. Depois da cirurgia veio a preservação de fertilidade, quimio, radio, imuno e hormonoterapia. Passaram só 3 anos mas já me parece que foi há muito tempo! Ainda tomo medicação, ainda tenho efeitos secundários, ainda faço muito exames, ainda tenho limitações... mas agradeço todos os anos que passam e eu me sinto bem, feliz, realizada e saudável.
A vida faz-nos tropeçar, mas é no momento em que quase caímos que vemos tudo de uma nova perspectiva. E não caímos."


Escrevi isto há 3 dias no meu IG.
Já era tarde, desliguei a luz e adormeci.
Acordei na manhã seguinte e até chorei com os comentários que me fizeram.
Não o escrevi para ser triste, nem para terem pena.
Escrevi porque queria registar o dia. 
Mais um ano, mais um ano...

terça-feira, 11 de julho de 2017

Alive, I'm Alive!


Passou mais um ano de Alive.
Mais um ano no Passeio Marítimo de Algés.
Mais uma banda do meu top5 para ver.

Lembram-se disto?

Pois bem, este Alive ainda foi mais especial.
Vi os Foo Fighters, morri de amor por eles. Foi um dos melhores concertos da minha vida. Só quem lá esteve percebe. O Dave não se limitou a cantar músicas. Entrou em palco e disse que o concerto ia ser fucking amazing. Falou com o público, disse piadas, desafiou... Pediu desculpa por não ter voltado antes a Portugal e o diálogo foi hilariante (ouçam abaixo) e depois de 1min. com toda a gente a cantar "e salta Dave, e salta Dave olé, olé!" eis que o Dave diz:

"I don't know what that means. (...) that's a new song, I like it! Well, that's the best song of all night..."



E de repente toda a gente grita: "Jump Dave, jump!! - e os músicos começam a entoar a música e o Dave saltar. 

O público ainda cantou mais 2/3 músicas que eles iam acompanhando com uns acordes.
Foram duas horas do melhor.
E o Mr. ainda me concedeu uma música nos seus ombros (coitadinho, que eu sou peso pesado). Imaginem eu, que meço 1.72m aos ombros dele, que mede 1.87m... Era a pessoa mais alta do recinto.


Aqui fica o concerto completo que passou na RTP1. Vou vê-lo quando tiver tempo. Vi só uma música e já fiquei em pulgas...

Mas o Alive teve mais coisas boas.
Para além dos concertos (para quem quer saber Depeche Mode desiludiu em relação à outra vez) aconteceram mais duas coisas engraçadas por lá.

Na primeira noite vi que a Andreia (uma seguidora aqui do blogue) também lá estava e comentei no IG dela. 
A história da Andreia é engraçada, porque há 2 anos quando fui de férias à Galé, ela mandou-me mensagem a dizer que era de lá perto e que se tivesse sabido com mais antecedência se teria encontrado comigo. No ano passado estivemos as duas no Alive não nos vimos. Então ficou acordado que seria este ano. E foi!
Combinamos na roulotte dos cachorros e ainda andava eu à procura do Mr. quando a Andreia aparece, com um grande sorriso! E que gira que ela é! (tenho as leitoras mais bonitas!) Fiz as perguntas da praxe, o que faz, quantos anos tem, de onde é... essas coisas, que isto de me conhecerem e eu não vos conhecer tem muito que se lhe diga! :P

Sabia também que um rapaz (do crossfit) que sigo e falo há quase dois anos no IG ia lá estar, então fomos mandando mensagem a dizer em que zona estávamos e se estivéssemos perto encontravamo-nos. E foi no 2º dia, já no final da noite, que fomos buscar cerveja bem perto um do outro e encontramo-nos. É estranho conhecermos uma pessoa sem nunca a termos visto. Mas é o que as redes sociais hoje fazem. E para quem está já a ser má língua, ficam a saber que apresentei o Mr. também.

Este foi o Alive em que transformei virtual em real.
Foi bom, foi genuíno e já ficou combinado com a Andreia avisar se voltar à Galé e com o Ricardo um treino com os Fhitunit às 7h da manhã...

frase cliché do Alive