quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Together is better

Ando para escrever sobre isto há já uns dias.
Ultimamente, é só notícias de casais jovens a separar-se. Foi a Pipoca, foi a Vera Kolodzig e a Joana Freitas.
Estes são casos de pessoas mais ou menos conhecidas e não é só delas que falo. Também no meu núcleo de amigos houve (ou há, acho que ainda não é "público") uma casal que se separou.
No meio disto tudo eu encontro um denominador comum:

Todos têm filhos pequenos, nalguns casos, muito pequenos.


Isto fez-me pensar.
Será que as pessoas não estavam preparadas para os filhos? Ou os filhos vieram já numa tentativa (falhada) de salvar a união? Um filho muda muita coisa na vida de um casal. Toda a gente sabe a teoria, mas na prática há-de ser bem mais difícil. Será que estas pessoas não quiseram abrir mão da sua vida antiga? Há coisas que impreterivelmente têm que mudar. 
Faz-me muita confusão estas separações com bebés pelo meio.
Não é de todo o mundo em que cresci.
Este estado efémero das coisas de hoje em dia, em que hoje é, amanhã já não sabemos. A facilidade de separar as coisas faz com que à mínima dificuldade (e agora não estou a falar de nenhum dos casos especificamente porque não sei nem interessa o motivo da separação) cada um vá para seu lado.
Se há alguma coisa a reter da geração dos nossos pais é o sentimento de compromisso, de lealdade e vida em conjunto. Bem sei que nalguns casos mais vale as pessoas estarem separadas dos que terem vidas miseráveis. 


Dá que pensar.



21 comentários:

Anónimo disse...

Não acho que os filhos sejam a razão, quanto muito aceleram o elevar de situações que já existam. Claro que a chegada de um filho é, qual bomba atómica, uma mudança enorme, mas tenho para mim que os filhos são como a distância numa relação...unem ainda mais os que já são unidos e acabam por afastar os que já o eram. Também acho que muitas (MUITAS) pessoas têm filhos apenas e só porque a sociedade nos condiciona a isso " ah e tal já estamos casados/juntos há uns tempos e a seguir? a seguir temos um filho, que a Cristina, a Maria e Joaquina já tiveram" O que importa é que cada um esteja bem consigo e com o caminho que escolhem, que gente bem da vida chateia menos.

м♥ disse...

Não vale a pena discutir motivos porque isso só quem passa por elas sabe, mas a verdade é que hoje em dia tudo é fácil. Arranjar namorado, casar, juntar, ter filhos, separar, divorciar. Tudo é fácil e já nada é errado ou "parece mal". Prefiro viver numa sociedade em que há muitos divórcios do que saber que há pessoas que vivem juntas quando já não se amam só para manter as aparências ou porque as pessoas vão falar ou porque é difícil começar de novo.

Ainda assim, confesso que acho muito difícil estas situações, principalmente quando são casais que já estavam juntos há muitos anos e depois acaba. Cada um tem que procurar a sua felicidade e fazer da sua vida aquilo que pretende, ninguém precisa de ficar preso a um casamento! A questão é que parece que agora já nem se tenta o suficiente para que as coisas dêem certo. Como vi por aí uma vez "Se uma lâmpada da nossa casa se estragar, substituímos a lâmpada ou compramos uma casa nova?". Antigamente "comprava-se outra lâmpada", agora já não há paciência para se trabalhar as relações (porque é tudo fácil, há sempre "substitutos" interessados) então manda-se a casa ás urtigas e compra-se outra mais bonita, mais moderna, mais à medida. É triste! Mas cada um deve viver como melhor o entender.

Inspired disse...

Os filhos mudam MESMO a nossa vida. É o melhor do mundo, indiscutivelmente, mas também pode ser gerador de atritos ou fricções. O cansaço extremo, as horas mal dormidas, as birras infernais, a juntar a opiniões diferentes de reacção, pode desgastar uma relação. É necessário ir parando para perceber que a relação tem de ser cuidada. Há que ter tempo a dois, para a relação a três ser feliz e harmoniosa. Nem sempre é fácil. Mas há que lembrar o que nos uniu e trabalhar para as coisas não chegarem a um ponto de "não-retorno".
Afinal de contas, é suposto ser nos bons e maus momentos. :)

Annabelle disse...

Não acho que os filhos sejam a razão de separação ou de ficarem juntos. E tambem acho que um filho não deve ser o único motivo pelo qual duas pessoas ficam juntas. Se a relação está mal e não há volta a dar, o melhor mesmo é ir cada um para o seu lado, quer para o bem dos filhos quer para o bem dos adultos. E como se costuma dizer, cada um sabe de si e Deus sabe de todos, e não vale a pena tentar perceber ou discutir "o porquê" quando se trata da vida dos outros quando temos a nossa própría vida para viver. A vida dá muitas voltas e o que hoje é, amanhã pode não ser. Podes não querer ou não gostar que seja assim, mas na realidade, tudo é efémero ;)

L. das horas disse...

Concordo com o que dizes. Acho é que se passou de um 8 para um 80. Essa comparação da lâmpada é engraçada, mas é uma boa comparação :) Cabe a cada um interiorizar e agir consoante o sua maneira de ser.

L. das horas disse...

Concordo muito com o que disseste. Era mais ou menos isso que queria dizer, mas faltou-me a experiência para o saber explicar tão bem. Cabe-nos a nós dar a volta à coisa :)*

L. das horas disse...

Talvez tenhas razão. Talvez os filhos só agilizem o processo. Uma espécie de seleção do que é bom e do que já era mau.

L. das horas disse...

Sou a primeira a concordar contigo, que os casais não devem ficar juntos apenas porque têm filhos. Devem ficar juntos se houver amor e se o que construíram ao longo de ano valer a pena! Cada um sabe de si, claro, nem eu quero saber o porquê de cada um em específico :) mas serve para refletir sobre o assunto, pensar o que gostava de fazer ou não fazer.
beijinhos querida

Inspired disse...

Concordo e discordo. :) eheheh
Concordo quando dizes que as pessoas não devem ficar juntas unicamente por causa de um filho ou se a situação estiver num ponto em que não há volta a dar. Mas no entanto, acho todos devemos estar atentos e trabalhar para não chegar ao ponto de "não retorno". Momentos difíceis vão haver, discussões também... mas o amor deve ganhar sempre. Não gosto de pensar que na realidade tudo é efémero. :)
Discordo do que disseste porque, por 1001 razões, os filhos podem ter uma grande influência no fim de uma relação. Em última instância, poderão dar uma dimensão maior, a um problema já existente. Quando nasce um filho, também nasce um pai e uma mãe. E nunca sabemos ao certo a transformação que isto nos trará.
Digo sempre que uma relação antes de um filho é uma lua-de-mel. Depois também pode ser. Mas dá muito mais trabalho, implica dar mais de nós. :)
Mas estou a falar de situações abstractas e de ninguém em particular. :) Como disse a L., é meramente um acto reflexivo...

M.R disse...

É assustador!

M.R disse...

É assustador!

Dona de Casa disse...

Qd um filho nasce, a dinâmica do casal muda bastante. Isso mexe com muita coisa,fisica e emocionalmente o primeiro ano é extenuante...mas o empenho na relação vale a pena, dá um trabalho do catano, mas vale tudo, concordo contigo together is better

N. disse...

O que me intriga é que no link para a notícia da Nova Gente sobre a separação da Pipoca e do Arrumadinho há uma referência na barra lateral para a separação da Ana Malhoa e do seu manager e tu não os colocas nos exemplos neste post. Já não são jovens, é?

Pronto, já houve um tótó a tentar fazer um momento de comic relief para desanuviar o ambiente, o assunto sério pode continuar dentro de instantes.

Jo disse...

Concordo contigo... Também assisto a este tipo de situações com alguma preocupação. E com pena até, confesso. Claro que acho óptimo haver a opção do divórcio, quando as relações não são saudáveis, quando já não dá mesmo, mas este facilitismo e a volatilidade das relações em geral consegue assustar-me. Especialmente com crianças no meio, acho que as coisas são muito complicadas mesmo.

Annabelle Dias disse...

Claro, cada um tem o seu ponto de vista. Mas continuo a dizer que tudo é efémero. Apesar de serem casadas as pessoas continuam a evoluir, a crescer, a mudar enquanto individuos, e num casal pode acontecer uma pessoa evoluir e outra ficar estática no tempo, e é aí que surgem as tensões. E nessas situações pouco ou nada há a fazer porque as pessoas deixaram de olhar as duas para a mesma direcção. E mesmo que haja flhos, essa distância não deve nunca ser colmatada por eles. Até o amor pode mudar. Podes amar uma pessoa para o resto da tua vida porque é o pai do teu filho, mas não é o suficiente para continuar uma vida a dois.

Love Adventure Happiness disse...

Conheço quem tenha decidido ter um filho porque a relação ia mal e acharam que um filho os ia unir. Erro admitido pelos próprios que entretanto têm novas relações e filhos e corre tudo bem. um filho, por muito que possa ser o melhor do mundo, também traz um distúrbio à relação porque as dinâmicas têm de mudar, e se já estão mal sem filhos com filhos as dificuldades/divergências tenderão a agravar.
Digo eu que nada sei, que nem filhos tenho, mas é o que vou vendo e ouvindo, dos meus pais, dos amigos com filhos e afins...

Coquinhas disse...

Realmente dá que pensar pensar :s eu sou filha de pais separados desde pequenina e fui, literalmente, um acidente DEM percurso. Mas considero mesmo importante os casais terem alguma noção (porque acredito nunca estarmos meeesmo preparados) se estão fortes o suficiente para terem um filho

Tim disse...

começo a achar que já não há amores para a vida

O Biquíni Dourado disse...

Eish... não quero de todo acreditar que não há amores para a vida. Sou filha de pais separados, mas sei que os meus pais me tiveram porque queriam muito e foram factores extra eles os dois que os separaram. Sempre tive medo de não acreditar no amor por causa desse meu passado, mas ao lado do marido já lá vão 12 anos... Se é para sempre? Acho que só no meu último dia de vida o saberei. Quero acreditar que sim. Também acho que hoje em dia há mais tentações e facilitismos. Para tudo. Inclusivamente para o divórcio.

E agora para suavizar a coisa: eu acho que a Ver Kolodzig só se separou do seu senhor porque ele começou a treinar no meu ginásio e, convenhamos, ele olhou para mim e não resistiu! hahahaha ;) =P

Um beijinho dourado

Eva Luna disse...

A Joana também? Eu assim desisto..

Moa disse...

É isso Inspired. Falo eu, cujo casamento tb já atravessou as ruas da amargura depois do nascimento da C, porque é uma bebé realmente muito difícil e que nos deixa de rastos...A Joana Freitas tb?? Essa n
não sabia...