domingo, 28 de agosto de 2016

Vilar de Mouros

Na sexta tinha combinado café com o Peter Pan. Estávamos os dois na terra. A meio da tarde disse -me que talvez arranjasse bilhetes para Vilar de Mouros, já que a família é de la.

Fomos até à free zone do festival, beber uma cerveja e quem sabe arranjar os bilhetes. Assim foi. Bilhetes na mão e siga para o recinto.

Fico extremamente feliz em sentir que Peter Pan se encontra arrumadinho algures dentro de mim, não faz mossa e ainda me consigo divertir como se nunca tivéssemos sido namorados.

Fomos embora já eram umas 4h da manhã. Chegamos aos carros e ele lê em voz alta uma mensagem de uma amiga.

"onde andas? Vi-te nos ecrãs gigantes. Estas com a L. das horas?"

Vimos o concerto do David Fonseca colados ao palco. Ao que parece fomos filmados durante o concerto todo.

Ainda bem que não faço as coisas em segredo... Caso contrário estaria frita!


P.s. Post escrito diretamente de Madrid, onde estou a fazer escala para ir para a Sicília. Amanhã tenho casório!!

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Cheio de teias de aranha, mas bom.

Eu sei que tenho as melhores amigas do mundo (e as mais malucas) quando recebo a seguinte mensagem:

"Como está o teu pipi?"




...

Estou em contagem decrescente para voltar ao ginásio e para deixar de ter teias de aranha...

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Agonia

Se Mr.Pannacotta tem alguma coisa de diferente do Peter Pan (quem tem muitas graças ao Senhor) é o facto de já há algum tempo me andar a moer o juízo porque ainda não conhece os meus pais.
Prometi-lhe que seria em Agosto, quando fossemos à Romaria das Romarias:  a Sr.ª d'Agonia.

Mas como os meus planos nunca seriam os meus planos se não saíssem furados eis que o universo se uniu a Mr.Pannacotta e trocou-me as voltas.


Há 2 semanas pais das horas vinham passar cá o fim de semana.
Avisei que à hora que chegariam estaria a ter uma reunião de trabalho, pós-laboral, no Barreiro.
Reunião a correr às mil maravilhas, 22:30h e toca o meu telemóvel.
Mãe das horas diz:

"Acabamos de chegar e percebemos que nos esquecemos da chave de casa."

Estava no Barreiro, sem carro, a meio da reunião, a meio do jantar e os meus pais sentados à porta do prédio...
A primeira coisa que me veio à ideia foi que Mr.Pannacotta tem a minha chave extra (aquela que devia estar na casa da minha prima vizinha para estas enventualidades) e que por acaso ele estava em Lisboa a jantar...

"Mãe, eu não te consigo ajudar. Dá-me uns minutos e já te ligo de volta."


O resto é fácil de imaginar.


Mr.Pannacotta prontificou-se se pedir boleia a um amigo para ir lá ter a casa com os meus pais.
Conheceram-se às 23h, em frente a casa, com os meus pais sentados num canteiro.
Não estava lá, mas gostava de me ter transformado em mosca para ouvir tudo.


Resumindo:
Hoje vamos para a Agonia.
O homem vai ficar lá em casa hospedado, no quarto das visitas, que a minha casa ainda é uma casa à moda antiga. Não era para ser assim, mas já que já se conhecem, facilitou.


Tenho 30 anos e é a 1ª vez que um namorado passa a noite em casa dos meus pais.
Nunca fui muito dada a estas coisas.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Aquelas alturas em que a idade pesa

Há duas semanas, fui pedir a baixa ao centro de saúde.
Como sempre liguei às 8h da manhã, para pedir uma consulta de recurso (isto porque desde que mudei a minha residência para Lisboa que deixei de ter médico de família no centro de saúde - problema das cidades grandes...)

"Informamos que foram atribuídos médicos a de família a toda a gente, logo, deve dirigir-se ao outro centro de saúde e pedir a consulta."

Dei pulinhos de alegria!
Ter médico de família é bom. Não ter é uma grande porcaria. 
Lá fui eu, toda lampeira ao centro, confirmei já ter médico e como ele estava de serviço ia atender-me na hora. Subi à sala de espera e 10 minutos depois o médico chamava o meu nome.

Entrei.
Deixei-lhe um aperto de mão.
Sentei-me e disse:

"Doutor, é nestas altura que me sinto velha. Nestas alturas em que o médico de família é mais ou menos da minha idade..."

"Deixe estar que eu sinto o mesmo quando o paciente é exatamente do mesmo ano que eu."



Daí pra frente a conversa foi muito informal e divertida.
É estranho o meu médico de familia ser um puto da minha idade, com aparelho nos dentes, mas foi ao mesmo tempo muito cool e à vontade.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Fez hoje um ano

Tarefas concluídas com sucesso

"Acabar de montar o móvel do ikea, que está a 80% há 2 semanas...;
Realojar as tralhas das mudanças no dito móvel;"

Feito.



O meu Manel e Maria encaixaram perfeitamente no móvel novo.
Esta casa começa, finalmente, a compor-se.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Era para ser aquele bolo de abóbora

Já que estou de baixa, queria aproveitar para fazer coisas em casa.

Acabar de montar o móvel do ikea, que está a 80% há 2 semanas...
Realojar as tralhas das mudanças no dito móvel;
Tirar os rótulo dos frascos que quero aproveitar;
Mudar as roupas inverno / verão;
Fazer algumas receitas que não tenho tempo à semana (trabalho e ginásio não são compatíveis com cozinha...);
Limpar as botas de inverno e arrumar;
Limpar as cabeças da impressora e pô-la a funcionar em condições;
...


Na quinta à noite quis fazer um bolo.
Tinha ovos.
Ovos não são tudo, mas fazem um bolo.
Acho que eu gostava de ser um ás na cozinha.
Digo isso porque é sempre um festival de atrocidades culinárias, nunca consigo seguir uma receita. Normalmente, por não ter os ingredientes todos, o que não foi bem o caso desta vez.

Decidi que ia fazer este bolo da Creme de Avelãs.
Tinha tudo para correr bem. 
Abóbora e ovos.

Devia ficar-me pela imagem linda da Avelã...

Comecei a cozer a abóbora. 
Quando ia passar com a varinha mágica... onde está a varinha mágica? Eu não tenho varinha mágica? Juro que eu tinha varinha mágica. Mas não tenho... E a partir daqui começou tudo a correr mal. A abóbora passou da panela para o escorredor, do escorredor para o copo da varinha, do copo para a um prato... e vá de tentar esmagá-la com o esmagador de batas... Não consegui fazer o puré, a abóbora ficou aos fios, com muita água... comecei a bate-la, juntamente com os ovos, com a batedeira e foi uma chuva de abóbora pela cozinha. Nos armários, no fogão, no avental, na parede... Acabei por juntar tudo com uma colher. Cagada na certa.

Bati as claras em castelo, que é aquela coisa espetacular que eu sei fazer.
Ia juntar a farinha de aveia... onde está a farinha de aveia? Não está. Claro que não está.
Juntei da normal.
Juntei as claras.
Claro que a taça era pequena e começou a sair tudo por fora.
A sério, é uma comédia um serão meu na cozinha!
Mudei de taça :D grande ideia.
Meti ao forno.
Cheirava tão bem!
Ao menos o cheiro.


Resultado:
Cheirava bem. E sabia bem.
Estava bonito mas murchou.
Quase que inventei um bolo de abóbora de Ovar, daqueles bem húmidos, quase de comer à colher...


A sorte de tudo isto é que o meu ponto forte é limpar e arrumar, bem rápido e eficaz.
Decididamente eu não sou a chef. 
Sou a ajudante.
Ponto.
A ver se me lembro para a próxima vez.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Como vos contar que estou de baixa...

Estou de baixa, pela primeira vez na minha vida.
Os meandros por onde passei para chegar a este "estado" davam para escrever um livro.
Coisas estranhas acontecem-me, para variar.
Resumindo a coisa, faz hoje uma semana que comecei a sentir uma dor, um desconforto ali por baixo, ao andar. No dia seguinte já tinha uma dor e um inchaço considerável. Como sempre fui trabalhar, mas à hora do almoço vim para casa, pois não me sentia bem. Cheguei aos 39.5ºC de febre. Eu sabia que a glândula me estava a lixar (cuidadinho com as imagens do google, que isto não tinha assim tão mau aspeto...). Vai de tomar ben-u-ron pra aliviar a febre. De manhã quando saí para o centro de saúde estava super vermelha, no corpo todo! 

"Meu Deus, será que apanhei um escaldão ontem e não me lembro?"

Expliquei ao doutor o que tinha, falei-lhe do Bartholin, ele não quis nem ver. Disse-lhe que não sabia se era da febre, mas estava com a pele toda vermelha. Nada.
Vai daí, antibiótico (daqueles que dão para tudo...) e anti-inflamatório.
Passo o dia em casa, não melhoro.
Acordo no dia seguinte ainda mais vermelha, cheia de comichão, uma dor na pele horrível, já nem a glândula me doía.
Urgências dos Lusíadas, olá.

Chamam-me à triagem. Começo a falar da glândula, do antibiótico, da hormonoterapia do cancro, mas que o que me tráz lá é estar vermelha como um pimento, com comichão, cara e boca inchadas...

"Da próxima vez que tiver esses sintomas diz logo na receção, não espera."

Já não saí da triagem, entrei direta para a sala de enfermagem, cateter e cenas prá veia. Tudo de minha volta. adoro. Nenhum médico da urgência me viu, fui encaminhada para dermatologia.
Saí de lá com cortisona (a juntar ao que já vinha do dia anterior...)

Passei o fim de semana em agonia.
Nem era a m*rda da glândula, mas a terrível comichão. Nunca pensei, mas chorei de comichão.
No domingo mandei mail à dermatologista (a fofinha deixou-me o mail pelo sim pelo não) pois não estava a melhorar e ela mandou duplicar a dose de cortisona.
Segunda feira estou melhor da pele.
Raios! A m*rda da glândula está cada vez maior e dói mais. Vou de novo ao centro de saúde. Uma médica muito diferente do outro, olhou, pôs a mão e "acho mesmo que tem que fazer uma pequena cirurgia para tratar isso. Vou fazer uma carta para ir ao hospital."

Ainda fui a casa acabar um trabalho, ainda fui ver a mais bela bebé nascida nestes dias, e pegar nela e às 21.30h lá fui à urgência. 


Primeira vez no Hospital São Francisco Xavier e já sou fã. Rápido e eficaz. Depois de me apertarem por todos os lados "ai toma lá uma injeção no rabo para as dores com que te deixei, vai ali tirar sangue para análises e amanhã aparece às 10h para irmos ao bloco."

Resumo:
Já fui ao bloco. Já não tenho dores. Já não estou vermelha. Estou de baixa. Um mês sem ginásio e um mês sem... ups... isso.


Estou a aproveitar a baixa para descansar.
Tem-me sabido bem. Até hoje ainda não estava com vontade de fazer nada, mas hoje já me senti melhor e fui para a cozinha... não sei para que continuo a tentar...

Amanhã conto-vos como foi o festival culinário.