domingo, 9 de dezembro de 2012

Noites...

Os meus fins de semana continuam marcados por "acontecimentos fantásticos".
Esta sexta feira não foi exceção. Juntei-me aos espanhóis do 2º andar para jantar. Éramos apenas 6 à mesa. Comi bem, bebi melhor. Arrasei com uma garrafa de gazela fresquinha. 
Telefona alguém, um amigo português. Passam-me o telefone, pois sou a única portuguesa. Convida-nos para uma festa, na casa de alguém, na rua do Alecrim. É perto. 
Saímos para lá já devia ser meia noite. Já somos 10.

Chegamos ao número da porta. Telefonamos a quem nos convidou para nos vir buscar cá abaixo. Não tarda, abre-se a porta. Subimos uma escadaria de pedra. Entrámos na porta de acesso a casa. Não ouvimos música, nem barulho. Damo-nos conta que estamos num palacete. Frescos em todas as paredes, gigantes, tapeçarias, pé direito de 5m. O Marquês de Pombal num fresco, muito sério, a olhar-nos. Pousamos os casacos num átrio com sofás. Estamos todos surpreendidos com aquilo. Percorremos um corredor tão comprido... que nem consigo dizer quantos metros tinha. Agora sim começamos a ouvir barulho.

Chegamos ao salão onde decorreu o jantar. Uma mesa corrida. 50 pessoas jantaram lá? Bolas. Servem-nos vinho. Toalhas compridas, copos de cristal, malta com guita. Meninos de família bem vestidos. Aborrecidos também. Safavam-se alguns. O dono da casa veio cumprimentar-nos. Decidimos voltar a casa para vir buscar o nosso vinho caro, que parece mal termos ido sem nada. Tentei sair, mas perdi-me. Acho que fui pelo corredor errado. Peço ajuda e consigo chegar à porta.

Em casa troco de botas, das rasas para os tacões. Mais apropriado. Voltamos. Entro no salão e vem uma rapariga direta a mim. "Eu conheço-te!" e eu, "sim, do ginásio". Mundo minúsculo. Estava a servir-me na cozinha, quando me dizem, "entra aqui". Entrei, era uma capela, com entrada pela cozinha. Bebi vinho sozinha numa capela. A seguir fomos ao pátio. Atrás, um jardim enorme com palmeiras e uma fonte. E mais uma casa. E lá em baixo um pátio com os carros de toda a gente.

Só penso "onde nos metemos!".
Continuamos a beber e a conversar. Por volta das 4h saímos todos.
Ninguém tirou fotografias. Foi das cenas mais estranhas que me aconteceu nos últimos tempos. Disseram-me que eram descendente do Marquês de Pombal. Não imaginava que, mesmo ali, na rua do Alecrim existisse tal coisa. Brutal.

Só pra dar a ideia do que falo...


4 comentários:

Palco do tempo disse...

bastante curioso :)

anf disse...

parece até assustador, será da forma como o descreves?
beijinho

MC- Maria Capaz disse...

Que cena estranha -:P

Marta disse...

Que aventura!!!