terça-feira, 17 de julho de 2018

Continua a agitação...

Estou atrasada em tudo na minha vida. 
No trabalho.
Nos posts de Marrocos.
Nas corridas.
Na troca do ginásio pelo Crossfit.
Em tudo.
Menos nas festas.

Ando a trabalhar em dois turnos, o do dia e o da noite.
Tiro hora e meia para ir uma vez por semana ao Crossfit, ando a fazer render o peixe (as senhas entenda-se) porque só me vou inscrever em agosto.
Ao fim de quase dois meses da corrida de Alverca voltei a calçar os ténis e a ir. Não correu mal, mas estou fraquinha, fraquinha.


Tenho aqui 3 projetos que já deviam estar prontos e por diversas razões não os consigo terminar de vez.
O cansaço é tanto que tenho dormido bem de noite, ao menos isso.
Entretanto houve 3 dias de Alive (quinta, sexta e sábado).
Seguido de uma manhã de crossfit (domingo às 10h).

O Alive começou muito soft, com o primeiro dia nada de especial, onde o sr. dos Artic Monkeys foi dormir para o palco e eu fui dormir para casa, a meio do concerto. O melhor deste dia foi mesmo a querida Andreia ter vindo ter comigo, depois de nos termos conhecido no Alive do ano passado. E ainda nos encontramos no 3º dia também!




O segundo dia foi uma brutalidade de bom, com The National a dar tudo como das outras 3 vezes que os vi; a seguir Queens of the Stone Age, que eu nem ia ver pois achava que conhecia pouco, mas acabou por ser a mais agradável surpresa da noite, comigo a dançar as músicas todas, enquanto as minhas amigas conversavam atrás de mim; depois meia hora de Future Islands, muito bom som, não desiludiu, umas batatas fritas pelo caminho e dançar até ao fim de Two Door Cinema Club, que da última vez que os vi estavam num palco secundário, mas este ano passaram para o palco principal. Muito bom para abanar o corpinho.

Dor de pés horrível, mas já só faltava um dia. Aproveitei o sábado à tarde pra dar uma perninha no trabalho e lá fui de novo. Entrei mais cedo que nos outros dias, ainda deu pra usar óculos de sol, e vi Alice in Chains e Franz Ferdinand. 3 dias de festival comprados com o intuito de ver os meus PEARL JAM, top 2 dos meus favoritos.
Queria ter ficado muito mais à frente do que fiquei, mas as pessoas com quem fui assim não o permitiram. Na verdade, quase não via o palco, com a quantidade de telemóveis a gravar o concerto à minha frente. Detesto esta coisa das pessoas verem os concertos pelo ecrã do telemóvel. Os concertos ficaram estragados com esta moda. Adiante. Fiz "amizade" com os amigos do lado que vinham de Coimbra e pra minha sorte abasteceram-me de cerveja durante o concerto. Tentei pagar, mas recusaram. Sempre fui boa a fazer "amigos". Adorei o concerto, sabia metade das letras de cor. Mas fiquei a desejar estar mais à frente. Vou ter de os ver novamente.
Eram quase 2h da manhã e eu queria ver MGMT, mas o meu cérebro só pensava que me tinha comprometido a fazer equipa com a amiga do crossfit no domingo de manhã.
Liguei ao amigo do ginásio com quem tinha entrado no recinto e fomos os dois embora.
Domingo Team Wod do melhor.
E depois almoço de família.



BTW, há dois dias fez 4 anos que fui operada. Isto passa rápido!!

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Mês de junho repleto

Ainda estou viva.
Não sucumbi ao trabalho, nem aos casamentos, mas ando lá perto.
Entre o Santo António, a minha família cá em casa (meu sobrinho incluído), as idas ao norte a trabalho, o Rock in Rio, três casamentos em 8 dias, uma mini reunião de erasmus e muito, muito trabalho, não me tem sequer sobrado tempo para treinar.
Mas, aqui vem novidade:

(rufar de tambores)

Vou deixar o ginásio!

Segunda novidade:

Experimentei crossfit e vou-me mudar!

Passei 2 anos a olhar prá box da janela do quarto, sem ter coragem de lá ir pedir para experimentar. Esta coisa de ser tímida quando não conheço lixa-me a vida, às vezes. Bastou o meu cunhado vir cá e querer treinar paralá ir com ele mostrar onde era e ele pimbas! inscreveu-me num treino, sem me pedir opinião. Depois disso já fui a mais dois, porque logo no primeiro dia troquei contacto com uma rapariga e tenho combinado com ela (e assim já tenho alguém conhecido ufa!)

Vou deixar umas imagens desta azáfama.
Quem segue o instagram pode fechar neste momento este post.



Terça 12 - Santo António (atenção que trabalhei no dia 13) e família em casa durante uma semana.



Quinta 21 e Sexta 22 - A rapariga que me ajudou a erguer o meu rabo... e com quem tenho combinado ir treinar.




Sexta feira 22 - inserido num arraial lisboeta - mais original era difícil. Ainda fomos depois dar mais um pézinho de dança ao Rive Rouge.




Sábado 23 - onde miraculosamente e sem saber como o ramo me caiu nas mãos. Dancei até de manhã. Cheguei a casa às 7h.



Um presente chegado pelo correio, de um amigo de há muitos anos e com quem não falava há muito. Mereceu destaque no meu cantinho.



Sexta 29 - Rock in Rio com os meus amigos de erasmus. Gostei de The Killers, amei The Chemical Brothers. Dancei quase até os pés me caírem.



Sábado 30 - Casamento dançado até acabar a música... Eram 6.30h quando me deitei.
Domingo trabalhei até à meia noite.
E ontem também. 
E hoje também.
Damn.

terça-feira, 12 de junho de 2018

2 anos e meio depois de viver nesta casa...

Desde que voltei a viver sozinha que esta casa ficou outra vez vazia. Eu sendo arquiteta devia ter uma especial aptidão para decorar a casa, e até acho que tenho, mas, em casa de ferreiro, espeto de pau...
Como isto ficou tipo faroeste, com novelos de cotão a voar pelo corredores, prometi a mim mesma que ia gastar uns trocos para decorar, pelo menos a sala.

Primeiro comprei um candeeiro de pé, que sempre quis... procurei novos e procurei no olx. E  encontrei um que gostei muito no olx, a um bom preço. Comprei. A base é em pedra... e eu, mulher moderna que sou, carreguei-a sozinha, debaixo de chuva, do carro à sala... achei que me ia cair em cima de um pé e se ia partir toda, mas num ato de fé, e com todas as minhas forças consegui trazê-la para cima. O candeeiro ficou mesmo como eu imaginava, mas agora faltava o resto.

Tinha duas orquídeas no chão da sala, encostadas à janela para apanharem luz. Depois de muito pesquisar decidi que ia comprar uma mesinha do ikea, amarela, para colocar os vasos. A minha sala já tem apontamentos de amarelo, portanto decidi continuar a "cena".

Da última vez que fui ao ikea comprei, finalmente, um candeeiro para o teto do meu quarto. Na verdade estou há mais de 5 meses sem luz no teto... não sei como consigo, mas já me habituei a chegar à noite e acender a luz da casa de banho para me arranjar para ir pra cama. Ridículo, eu sei. 
O pior é que comprei o abajour e não percebi que aquela porra não trazia o fio nem o casquilho... resultado: tenho de lá voltar para comprar o que falta. Mais um mês, portanto.

Além do candeeiro comprei as prateleiras que queria para colocar por cima das orquídeas.
Na semana passada veio cá o meu homem dos 7 ofícios, aka Peter Pan, colocar as prateleiras em troca de um risoto. As prateleiras ficaram um espanto. Bebemos duas garrafas de muralhas, mas o homem foi para casa na paz do senhor. Nada de alarmismos, ok?? Uma mulher sozinha tem que ter o amigo da bricolage, o eletricista, o companheiro, o entertainer, o dos copos... a vida é mesmo assim. 

Ainda não imprimi os quadros que quero por nas prateleiras, logo, roubei um pouco ao resto da sala para compor o canto. E adorei o resultado. Agora falta-me trazer a máquina de escrever antiga que tenho no norte, para por na estante dos livros. Acho que vai ficar mesmo bem.



Gostam? 
Também são como eu e deixaram a casa em branco mais de 2 anos? 
Ou decoraram logo tudo de uma vez?

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Uma semana (e pouco) na minha vida corrida

Sábado 26
Brunch com a Ana no Zénith Lisboa
Jantar com amigas
Ir para casa e voltar a sair para ir ter com outros amigos
Beber mais um copo no cais
Estar na fila do Lux, meia hora, e desistir porque já eram 5h da manhã...



Domingo 27
Brunch na padaria portuguesa
Esplanada na Avenida da Liberdade para uma cerveja
Um gelado em Santos na Davvero
Vir a casa trocar de roupa e jantar sushi
Ir a uma festa no mercado da ribeira
Chegar ao Lux às 00:15h e já não me deixarem entrar porque fechava à 1h...

Segunda 28
Manhã em Cascais a trabalho
Almoço no Ikea e aproveitar para comprar umas coisas que precisava
Tarde normal de trabalho.

Terça 29
Trabalho
Ginásio
Comer marmita no bar
Ir à feira do livro e dormir na casa da sócia, porque de manhã tínhamos reunião lá perto.



Quarta 30
8:30 na Penha de França para ver um projeto novo
Trabalhar até às 20h
Ir ao Alegro fazer comandos da garagem
Ir ao Colombo porque no Alegro não deu. Jantar lá
Trabalhar, fazer a mala e deitar às 3h 



Quinta 31
Apanhar o comboio das 9:30, chegar ao Porto para o almoço
Preparar a reunião da tarde (feriado), que só acabou às 19h
Jantar com a minha amiga Inês



Sexta 1
Acordar e ir comer umas panquecas. Aqui. Aprovado!
Apanhar o autocarro das 12:30 
Chegar a Lisboa e ir a casa buscar a mochila do ginásio
Treinar. Tomar banho e correr para um jantar.
Sair para beber uns copos.




Sábado 2
Dormir de manhã
Ir ao supermercado depois de almoço
Fazer vida de dona de casa onde se incluiu arrumar, lavar roupa, estender...

Domingo 3
Acordar e fazer a depilação. 
Ir correr 5km a Belém.
Trabalhar toda a tarde.




As minha semana devia ter mais dias, ou o meus dias mais horas.
Desconfio é que arranjava mais coisas para encaixar nesses tempos e era tudo igual.
Não sei se é por estarmos a chegar ao verão, mas de repente há convites para tudo e mais alguma coisa... E os santos estão a chegar!!

quarta-feira, 30 de maio de 2018

O meu médico é melhor que o teu

Meu e-mail:

Olá Dr.! Como está?
Há muito tempo que não o chateava...
Há uns dias estava a tomar banho no ginásio e tive um momento de clarividência. Porque é que hei-de esperar pelo fim do tamoxifeno para seguir para a cirurgia? Estou a perder tempo. Ou seja, se não vir nenhum inconveniente, quero "alistar-me" já para fazer isso. Tratamos disso na consulta de agosto? Ou pode ser antes?

Mudando de assunto, Marrocos foi das melhores experiências que tive até hoje. Subi os 4167m do Toubkal e sobrevivvi, mas foi a coisa mais difícil que fiz na vida... 

Beijinhos!
Spoiled

Resposta do médico:

Olá Luísa
4167 metros ?!

Beijinhos




O que interessa são os metros, o resto do e-mail não interessa nada ahahahha!

Marrocos [parte 6]

Queria só gabar-me do meu cabelo.
Obrigada.


segunda-feira, 28 de maio de 2018

Marrocos [parte 5]


Dia 4



Chegamos a Rabat e já estava a anoitecer. Voltamos ao Riad para arrumarmos as mochilas no quarto e pedirmos dicas para jantar fora. A menina parecia não nos saber aconselhar muito bem, mas ainda assim seguimos o seu conselho. Infelizmente, fomos enviados para um restaurante "para turista", coisa que tentamos evitar a viagem toda. Mal nos sentamos já nos estavam a impingir uma espécie de menú para turista. O que eles não sabem é que os portugueses também não se deixam levar e falamos de forma mais bruta para comermos o que queríamos e não o que eles queriam. Basicamente, os empregados andavam a dar show a servir a comida e o chá, vestidos com uma vestimenta marroco-carnavalesca... Enfim. Havia zero locais a comer lá.
Resumo: não gostamos e viemos embora o mais rápido possível.
(Só por curiosidade o sítio era este e pagamos cerca de 5€ por pessoa).




Feita a escala de banhos (caramba que uma i.s. para 5 dá muito trabalho), calhou-me ser a penúltima a tomar banho. Antes de ir já sabia que a água estava gelada. Só pensei "este Riad, mais caro que os outros, não está a valer mais do que os outros..."

Acordamos, os banhos estavam tomados da noite anterior, e descemos para o pequeno almoço, aquele que tinha sido oferecido. E que bela surpresa tivemos! Além das duas variedades de panquecas marroquinas e do habitual sumo de laranja ainda tivemos direito a fruta, morangos e banana. Muito mais agradados e de barriga cheia saímos para conhecer Rabat.


 A vida laboral em Marrocos começa tarde. Às 10h da manhã ainda a maior parte das lojas estão fechadas, talvez porque ficam abertas até mais tarde no dia anterior. Fomos caminhando pela Medina, entramos no mercado e deliciamo-nos com os produtos expostos nas bancas: frutas e legumes, azeitonas, bolos, carne e peixe! Ah peixe, que há tantos dias que não comíamos... Paramos numa banca de peixe a apreciar e a debitar os nomes dos peixes lá estendidos, não fossemos nós todos de terras de mar. O dono da banca aborda-nos. Um senhor nos seus 60 anos, com um francês fluente, grande e gordo. Disse-nos que podíamos comprar-lhe um peixe para o almoço, que nos arranjava maneira de alguém nos cozinhar. Adoramos a ideia e ficamos com aquilo na cabeça.




 Seguimos a caminho rumo à Kasbah des Oudayas, caminhando tranquilamente pelas ruas da Medina (em obras). Esta foi das Medinas que eu mais gostei. Muito mais limpa, ainda que com obras, muito tranquila e a desembocar num descampado, na costa, com areal por baixo e uma cemitério gigante (que eu não vi na altura, mas entretanto a minha irmã avisou e percebi onde estava nas fotos).
Foi em Rabat que comprei o meu primeiro par de brincos e abri, claramente, um precedente.






Era quase meio dia e voltávamos ao mercado, a pensar numa dourada grelhada. Dirigimo-nos ao senhor que amavelmente nos atendeu e fez com que comprássemos uma grande dourada de 3,5kg (eu nunca tinha visto uma assim!) que foi arranjada na hora pelo seu empregado, a quem demos uma pequena gorjeta 5dirham (0.5€), com indicação do patrão. Pagamos cerca de 520dirham pelo peixe, sensivelmente 50€. Seguimos com ele e com a dourada até a um dos restaurantes existentes no mercado e acordamos com o sr. do restaurante o que queríamos a acompanhar e o valor a pagar pelo serviço. Escusado será dizer que nos serviram imensamente bem e que valeu muito a pena gastar um pouco mais que o habitual.




 Depois da barrigada do almoço fomos visitar a Torre Hassan e o Mausoléu de Mohammed V. 
A torre pretendia ser um enorme minarete, pertencente à Mesquita Hassan. A sua construção nunca foi terminada (reparem no topo da torre). 




À hora que chegamos, deviam ser umas 16h, o Mausoléu estava a fechar. A ir, tentem ir da parte da manhã. 
A hora que se seguiu foi um verdadeiro turbilhão. 
Na verdade gostamos tanto de Rabat que nos deliciamos no passeio e quando nos demos conta estava a ficar tarde para ainda ir à estação dos comboios, escolher o horário do comboio, voltar a descer até à Medina, pegar nas mochilas que tinham ficado no Riad e subir de novo a avenida toda até à estação, ainda com tempo para comprar os bilhetes (as filas eram sempre enormes).
As duas que se despacharam mais cedo do xixi e da mochila seguiram para a estação para comprar os bilhetes, enquanto os outros 3 (eu incluída) acabavam de se preparar.
Por momentos não tive fé e achei que íamos mesmo perder o comboio que queríamos. O objetivo era chegar a tempo de jantar em Fès. Literalmente voamos até à estação, a subir com as mochilas pesadas, mas nem pensávamos nisso, só queríamos chegar a tempo.
Chegamos! Não por muito, mas chegamos. Suados como animais, mas não interessava...

Três horas depois chegávamos a Fès. 


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Comboio Rabat - Fès: 85dh por pessoa (+-8€) - 3h
Almoço no mercado: 525+160dh (cerca de 13.5€ por pessoa)